|Restauração e Hotelaria

Empresas encerradas com salários por pagar

Com salários em atraso de vários meses, algumas empresas do sector da restauração e hotelaria fecharam portas em plena pandemia sem dar qualquer informação aos trabalhadores, denuncia a Fesaht.

No Algarve, entre Janeiro e Novembro de 2016, comparando com igual período do ano anterior, o Turismo registou um crescimento de 10,2% de hóspedes, 8,9% de dormidas e 19,4% de proveitos
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No Hotel das Termas de Vizela (distrito de Braga), explorado pela Tesal há oito anos, o salário de Fevereiro ficou por pagar aos trabalhadores.

Em nota à imprensa, a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN) refere que a empresa informou os 18 trabalhadores que requereu o lay off mas que este está suspenso devido a dívidas à Segurança Social.

«Os trabalhadores estão receosos com a falta de salários e o futuro dos postos de trabalho», pode ler-se na nota.

65 trabalhadores com o futuro incerto

A empresa Camipão, com sede em Vila Praia de Âncora (distrito de Viana do Castelo), tinha oito estabelecimentos de venda de pão e cafetaria abertos, emprega 65 trabalhadores e ontem encerrou todos os estabelecimentos, informa a estrutura sindical noutro comunicado.

A Fesaht denuncia que a empresa deve parte do salário de Janeiro de 2020, bem como o salário de Fevereiro, subsídios de férias e Natal de 2019 e, a alguns trabalhadores, ainda subsídios de férias e Natal de 2018.

A Campião encerrou sem informar os trabalhadores sobre os salários e o futuro da empresa, pelo que o sindicato solicitou a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

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