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Empresa Gabriel Couto acusada de intimidar trabalhadores

Os trabalhadores foram «intimidados por superiores hierárquicos» sobre a greve de dia 9 contra a discriminação de alguns funcionários, «na sua maioria imigrantes», refere o sindicato. 

Créditos / RTP

O episódio, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e Regiões Autónomas (STCCMCS/CGTP-IN), aconteceu esta sexta-feira e já foi alvo de queixa e pedido de intervenção urgente por parte da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Os responsáveis da Construções Gabriel A.S. Couto a prestar serviço no luxuoso Ombria Resort, em Loulé (Algarve), tentaram apurar o nível de adesão à greve decidida pelos trabalhadores e convocada pelo STCCMCS para o próximo dia 9 de Dezembro. 

A paralisação, revela o sindicato através de comunicado, tem como objectivo demonstrar indignação perante o facto de um conjunto de trabalhadores a prestar serviço na obra, «na sua maioria imigrantes», não receber os subsídios de férias e de Natal que lhes são devidos. Mas também pelo facto de «verem cerceado o direito a férias, procedendo a empresa à marcação de faltas justificadas – e consequente desconto no vencimento – aquando do seu gozo».

Esta atitude, «intimidatória e atentatória por parte da empresa e dos seus representantes na obra, dos direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores», evidencia, segundo a estrutura sindical, «que não são assegurados os direitos básicos consagrados na lei, como é o direito a férias, num sector que tanto se queixa da falta de mão-de-obra».

No dia da paralisação está prevista também uma deslocação dos trabalhadores à ACT para obter informações sobre o pedido de intervenção inspectiva feito há cerca de um ano sobre a violação do direito de férias, que até ao momento não obteve resposta.

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