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Elevada adesão à greve nos hospitais

Os trabalhadores dos hospitais EPE (Entidades Públicas Empresariais) estão em luta para reivindicar progressões na carreira, contagem de tempo de serviço e a contratação de mais profissionais.

A acção de luta que hoje tem lugar foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS/CGTP-IN) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap/UGT) com o objectivo de abranger os hospitais EPE, que constituem a maioria das unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde.

Ao todo, estão em greve trabalhadores, em particular auxiliares e administrativos, de 35 hospitais públicos, e os sindicatos falam em adesões que rondam os 90%, em todo o País.

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro (STFPSC/CGTP-IN) refere que nos turnos da noite e da manhã «se verificou uma adesão geral entre os 90 e 100% nos centros hospitalares dos distritos de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu», e a FNSTFPS revelou que, nos mesmos turnos, a adesão rondou os 90% no Hospital de São João, no Porto, e Hospital de São José, Instituto Português de Oncologia e Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

A declaração, pela primeira vez, de serviços mínimos em consultas externas teve por objectivo mitigar os efeitos da greve e é inconstitucional, acusa Orlando Gonçalves, dirigente do Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN/CGTP-IN).

A FNSTFPS afirma, em comunicado, que os trabalhadores exigem a aplicação do acordo colectivo de trabalho a todas as unidades hospitalares, a contagem do tempo de serviço até agora prestado, assim como a contratação de mais funcionários – reivindicações que foram entregues, esta quinta-feira, no Ministério da Saúde.

Estes trabalhadores também estão mobilizados pela «provocação, ofensa e desconsideração» que entendem ser a proposta de aumento salarial do Governo do PS de apenas 0,3%, e que já motivou a convocação pela Frente Comum (CGTP-IN) de uma manifestação para dia 31 de Janeiro, em Lisboa.

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