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Direcção da Tapada de Mafra multada por assédio moral

O despacho de condenação da ACT no valor de 41 mil euros, que inclui a culpabilização por «dolo de forma directa», irá transitar em julgado. Os trabalhadores afirmam que «valeu a pena não desistir».

Trabalhadores em greve concentraram-se à porta da Tapada Nacional de Mafra
Trabalhadores em greve concentraram-se à porta da Tapada Nacional de Mafra Créditos / STFPSSRA

Foram inúmeras as denúncias feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA/CGTP-IN) e as acções de protesto desenvolvidas pelos trabalhadores. O incumprimento do Plano Operacional da Defesa da Floresta Contra Incêndios (PODFCI) e as práticas de assédio moral e pressões por parte da direcção eram algumas das queixas.

Em nota enviada às redacções, o sindicato afirma que existe uma «emoção» generalizada com o desfecho que agora se conhece. A «justiça» é feita no fim de «um longo e penoso processo», que servirá de exemplo «a todos os que poderão estar a passar pelo mesmo», refere o comunicado. 

O despacho de decisão proferido pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) inclui a culpabilização por «dolo na forma directa» de todos os membros da direcção da Tapada Nacional de Mafra, por terem tido conhecimento da conduta da presidente e nada terem feito, sendo abrangidos no pagamento da coima aplicada de 41 mil euros.

«Foram quase quatro anos de humilhações e destratos, foram 11 os trabalhadores que se demitiram por não terem aguentado a hostilidade e o terror», lembra o sindicato, que sublinha ter valido a pena «não desistir de lutar».

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