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CTT: trabalhadores querem ser defendidos

Sindicatos questionaram o Ministério das Infraestruturas e da Habitação sobre o funcionamento dos CTT no período de estado de emergência.

Carteiros de porte não aceitam novos fechos impostos
CréditosInácio Rosa / Agência LUSA

Considerando que os serviços postais são serviços públicos essenciais, a Fectrans (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações) e o SNTCT (Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações), ambos filiados na CGTP-IN, querem ver clarificados «os serviços a serem assegurados pelos CTT» e pelos seus trabalhadores, «enquanto durar o estado de emergência».

A Fectrans chama a atenção para um conjunto de situações, nomeadamente o facto de haver trabalhadores dos CTT que «continuam de porta em porta a potenciar a propagação do vírus e sem terem onde comer» e outros, portadores de doenças crónicas ou doentes de risco, que «estão a ser confrontados com uma de duas opções, ou entram em baixa médica passada por um médico do SNS [Serviço Nacional de Saúde] ou se apresentam no seu local de trabalho».

Entretanto, carece ainda de concretização por parte do Ministério da Justiça sobre qual deve ser a «forma de entrega das citações e notificações judiciais que obrigam o carteiro a passar para a mão do destinatário das mesmas o aparelho em que aqueles devem assinar a recepção, bem como o aviso de recepção que acompanha aquelas citações e notificações».

Os sindicatos denunciam ainda casos concretos de «desrespeito pelo protocolo definido pela DGS [Direcção-Geral da Saúde] que estabelece o regime de quarentena para quem esteve em contacto com infectados pelo Covid-19», com trabalhadores nessa situação a serem mandados regressar ao trabalho.

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