A greve geral de 3 de Junho, convocada pela CGTP-IN, antecipa a discussão no parlamento do pacote laboral do Governo PSD/CDS-PP, o que deixa a sua reprovação inteiramente dependente da pressão que os trabalhadores portugueses exercerem sobre os partidos. Para além dos sindicatos da CGTP-IN, a mobilização conta já com os apoios e adesões de alguns dos maiores sindicatos da UGT (cuja direcção se recusou a aderir à greve) e independentes.
«Um pacote laboral que agrava a precariedade, desregula ainda mais os horários, fomenta o trabalho gratuito, acrescenta dificuldades às que já existem para a conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar e afronta o princípio constitucional da segurança no emprego tentando impor o despedimento sem justa causa» é um pacote laboral «feito à medida dos interesses das grandes empresas», considera a CGTP-IN, não pode ser levado por diante.
Neste momento, as greves já estão convocadas por dezenas de sindicatos em todos os sectores de actividade, públicos e privados, em Portugal. Numa publicação realizada esta semana, a CGTP-IN divulgou a lista de todas as manifestações, concentrações e praças de greve a realizar em 28 cidades de todos os distritos e regiões autónomas em Portugal para assinalar a greve geral de 3 de Junho nas ruas do país.
Em Aveiro, estão convocadas acções para a Praça Dr. Melo Freitas, às 15h30, e na Praça Dr. Gaspar Moreira, em Santa Maria da Feira, à mesma hora. O protesto em Braga tem início às 10h da manhã, do Largo da Porta Nova até à Arcada. A concentração em Bragança começa às 10h, na Praça Cavaleiro Ferreira, ao passo que as de Castelo Branco e da Covilhã estão agendadas para as 11h e as 15h30, respectivamente, em frente aos paços do concelho. Na cidade de Coimbra, a concentração é às 11h, na Praça 8 de Maio, e para as 10h30 na Praça da República, em Viana do Castelo. Para a Guarda está convocada uma praça de greve, às 14h30, no Jardim José de Lemos. As manifestações em Viseu e Vila Real partem às 11h e às 10h30, no Rossio e na Praça da República, respectivamente.
Mais a sul, os sindicatos estão a mobilizar os trabalhadores para as praças de greve na Praça Alexandre Herculano, em Faro (11h), no Largo da Mó, em Portimão (11h), no Rossio, em Portalegre (11h30), e na Praça do Giraldo, em Évora (15h30). Em Beja, a manifestação arranca às 11h na Casa da Cultura às Portas de Mértola, ao passo que na Marinha Grande, o protesto segue da Av Vítor Gallo até à Rotunda do Vidreiro, às 16h. O distrito de Setúbal conta com três acções de protesto distintas: manifestações da Praça do Quebedo até Largo da Misericórdia, em Setúbal (10h30), da Rotunda Luso até ao Parque Catarina Eufémia, no Barreiro (15h), e da Rotunda da Cruz de Pau até ao Fogueteiro (10h), no Seixal. Em Santarém, a manifestação percorre a distância entre a Loja do Cidadão e o Jardim da Liberdade (11h).
Nas regiões autónomas, estão agendadas manifestações para Ponta Delgada (10h) e para a Horta (10h30), a arrancar na Direcção Geral Emprego e no Lg. Duque de Ávila e Bolama, respectivamente. A Angra do Heroísmo vai ser palco de uma concentração, às 10h30, na Praça Velha. No Funchal, o protesto está marcado para as 11h30, em frente à Ass. Legislativa da Madeira.
Em Lisboa, a mobilização começa com uma praça de greve no Rossio, às 10h, local de onde partirá a manifestação (14h30) rumo a São Bento. O protesto no Porto está marcado para um pouco mais tarde, às 15h, na Praça da Batalha, numa manifestação que desembocará nos Aliados.
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