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Continua a luta por melhores salários na LAUAK

Depois de rejeitar as propostas de aumento salariais dos trabalhadores e do SITAVA/CGTP-IN, a empresa recusou agora a conciliação do Ministério do Trabalho. Salários têm de acompanhar a inflação.

«A administração da empresa fecha os olhos às dificuldades que os trabalhadores têm sentido, mediante o constante aumento bruto de custo de vida, fechando a porta a um entendimento para minimizar esse impacto», denuncia, em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA/CGTP-IN).

Os trabalhadores não conseguem acompanhar o ritmo a que aumentam os preços, este ano, em Portugal: «A inflação registada no primeiro semestre foi de 9,1%. Em conformidade, a taxa média anual do aumento da inflação será de cerca de 7%, o que é um valor muito elevado».

No dia 21 de Novembro de 2021, foi entregue na empresa uma proposta de revisão salarial de forma a abrir a negociação para 2022. Essa primeira tentativa foi prontamente rejeitada pela empresa. A proposta que o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social apresentou em sede de conciliação, mais recentemente, contou com o acordo do SITAVA e, uma vez mais, a recusa por parte da LAUAK.

O valor da proposta, agora rejeitada, era de 3% acima do nível B5 da tabela salarial (uma vez que os níveis inferiores já tinham sido contemplados com aumento superior, devido à actualização da remuneração mínima mensal garantida), assim como a oficialização do subsídio de refeição, de sete euros por dia.

«Se dúvidas houvesse, esta atitude da empresa demonstra bem a falta de solidariedade com os seus trabalhadores». É garantido, afirma o SITAVA, que os trabalhadores da LAUAK vão «continuar a lutar por um aumento salarial que lhes reponha, no mínimo, o poder de compra».

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