O órgão administrativo da central sindical incumbiu a direcção executiva de preparar as próximas acções de mobilização, face à crise económica e social que se vive na Tunísia. O aumento dos preços, a perda de poder de compra e a degradação dos serviços públicos são sentidos pela maioria da população, com os sectores da saúde, educação e transportes confrontados com grandes dificuldades, enquanto persistem problemas no acesso à água, à electricidade e a outros bens essenciais.
A UGTT aprovou um plano nacional urgente de recuperação económica e social, a defesa do poder de compra e o combate à especulação e à corrupção. Os trabalhadores defendem que não podem ser eles a pagar o preço da crise e exigem ainda o reforço das empresas públicas e dos sectores estratégicos, bem como a garantia de acesso universal à saúde, educação, transportes, água e electricidade.
O endurecimento da posição da central sindical ocorre perante a ausência de respostas das autoridades às reivindicações sindicais. O secretário-geral da UGTT, Salah Eddine Salmi, disse mesmo que a organização não espera qualquer negociação com o actual poder.
A estratégia progressiva de luta e a greve geral marcam um ponto de afirmação da luta em defesa de melhores salários, direitos laborais e serviços públicos. Para o dia 5 de Dezembro, em que se assinala o assassinato de Farhat Hached, fundador e dirigente histórico da UGTT, está anunciado um dia de luta nacional. A central sindical prevê ainda a possibilidade de realizar uma marcha nacional com organizações da sociedade civil.
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