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Começam as negociações por melhores salários na RTP

Dez sindicatos representativos de várias carreiras na RTP entregaram um caderno reivindicatido comum à rádio e televisão pública, exigindo a recuperação do valor do trabalho suplementar pré-Troika e aumentos de 10%.

Trabalhadores da RTP com vínculos precários realizaram uma concentração de protesto junto às instalações da estação pública em Lisboa. 5 de Novembro de 2018
CréditosNuno Fox / Agência LUSA

A acção reivindicativa dos trabalhadores tem sido a notícia mais importante na Rádio e Televisão Pública desde o início do actual processo de luta: em Setembro, foi convocada uma greve às horas extra e feriados por tempo indeterminado e, um mês depois, começaram as greves de sete dias, renovadas imediatamente após o seu término, por outros sete dias. Estas acções foram convocadas pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisuais (Sinttav/CGTP-IN).

A entrega da proposta conjunta de sindicatos para o Caderno Reivindicativo de 2024, cujo conteúdo foi hoje discutido, pela primeira vez, com a Administração, é mais um passo no já longo processo de luta destes trabalhadores. Em comunicado conjunto, enviado ao AbrilAbril, os sindicatos da RTP (FE, FETESE, SICOMP, SINDETELCO, SINTTAV, SITESE, SITIC, SJ, SMAV, STT) destacam a exigência de uma aumento de 10% na tabela salarial.

Os trabalhadores e os seus sindicatos querem ainda, para 2024, um aumento do subsídio de refeição, a recuperação do valor do trabalho suplementar pré-Troika, um aumento dos abonos por deslocação em serviço, o aumento do valor do trabalho aos fins de semana, melhorar a conciliação entre família e trabalho, e uma «justa equidade para todos os trabalhadores nas questões remuneratórias e sociais». 

Os trabalhadores da RTP já se afirmavam, em Outubro, «fartos de uma situação aberrante, que consiste no facto de uma empresa pública como a RTP não ter sequer um procedimento de avaliação de desempenho e de promoções»: «abunda repetidamente o recurso à precariedade laboral e à falta de transparência na gestão de recursos humanos». A administração apenas se disponibilizou a fazer 53 reenquadramentos profissionais (progressões de carreira) num universo de 1 800 trabalhadores.

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