«A actividade local da Coca‑Cola em Portugal gerou 687 milhões de euros de valor acrescentado em 2024, o que corresponde a 0,26% do Produto Interno Bruto nacional». Com presença em Portugal há mais de 40 anos, a multinacional americana orgulha-se de liderar o seu sector e reclama um cuidado especial com os seus «colaboradores». Tudo isto não impediu a Coca-Cola de propor aumentos de 2,3%, sem valor mínimo.
«Em alguns casos, isso significava aumentos de apenas 19 euros» mensais, explica, em nota divulgada nas suas redes sociais, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das indústrias da Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN). Foi a «organização, unidade e luta» dos trabalhadores quem inverteu a situação, impondo aumentos salariais de 2,5%, com um valor mínimo de 50 euros.
Os plenários realizados (presencialmente na fábrica em Azeitão e por teleconferência com as seis delegações comerciais) na passada sexta-feira aprovaram o resultado das negociações com o patronato, que incluiu também «mais um dia de férias sem penalização e a extensão do serviço médico permanente a todo o território nacional e ilhas».
«Nada foi oferecido. Tudo o que foi conquistado resultou da força colectiva de quem não baixou os braços». E essa força vai voltar a fazer-se sentir já na greve geral de 3 de Junho, à qual os trabalhadores decidiram aderir por unanimidade, rechaçando o pacote laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP.
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