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Autoridades cubanas condenam novo pacote de sanções dos EUA

Bruno Rodríguez condenou o reforço da guerra contra o povo cubano, as suas condições de vida e fontes de rendimento, após o anúncio de novas medidas coercivas por parte dos Estados Unidos.

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O novo pacote de sanções, que reforça o bloqueio a Cuba e o seu carácter extraterritorial, abrange o Ministério do Turismo, que tutela uma área estratégica para a economia da Ilha Créditos / TeleSur

As medidas divulgadas esta segunda-feira são «uma clara demonstração do propósito criminoso e genocida com que os governantes norte-americanos estão determinados a punir toda a população do país», afirmou o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros na sua conta de Twitter (X).

No âmbito da sua política de acosso e asfixia económica contra o país caribenho, a administração norte-americana alargou as medidas restritivas a mais dez entidades cubanas, incluindo o Ministério do Turismo, que tutela um sector estratégico para a economia da Ilha.

Entre as entidades sancionadas, contam-se ainda a ENETEC, S.A., a Coreydan S.A. e o Grupo Empresarial del Comercio Exterior (GECOMEX), ligadas à importação, exportação e comercialização de combustíveis, nuns casos, e a operações de compra e venda internacional de bens e serviços, noutros.

Através do Departamento de Estado, a administração liderada por Donald Trump aplica uma nova bateria de sanções para continuar a privar o país caribenho de eventuais fontes de financiamento, no meio do bloqueio económico, comercial e financeiro que aplica há quase sete décadas ao povo cubano, e que tem sido intensificado a níveis sem precedentes.

O novo pacote de sanções – sublinha a Prensa Latina – reflecte igualmente o carácter extraterritorial do cerco imposto por Washington, ao incrementar as restrições a empresas e entidades estrangeiras que mantenham laços comerciais ou financeiros com os organismos que são visados na lista unilateral norte-americana.

As sanções têm por base a ordem executiva 14404, assinada por Donald Trump a 1 de Maio deste ano, que alarga o leque de restrições e pressões contra a Ilha, com o objectivo explícito da mudança de regime em Cuba.

Cuba não está sozinha

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, não se evade a declarações que deixam claro que o seu país irá continuar a recorrer a instrumentos económicos e diplomáticos na política de máxima pressão contra Cuba.

No entanto, na semana passada, Michael Waltz, embaixador dos EUA junto da ONU, disse que o bloqueio é um «mito» e que não existe, entrando em contradição com os posicionamentos de Rubio e com a acção do seu próprio governo.

Apesar de todas as pressões exercidas pelos EUA, Havana voltou a obter uma vitória diplomática nas Nações Unidas no passado dia 7, quando 136 países votaram a favor da realização de um debate na Assembleia Geral sobre a necessidade de acabar com o bloqueio económico, comercial e financeiro.

O órgão máximo da ONU condenou em 31 ocasiões o bloqueio imposto a Cuba pelos EUA, com o apoio da grande maioria dos países do mundo.

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