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CGTP apresenta plano de combate à precariedade nos Açores

A CGTP-IN Açores apelou às diversas forças políticas, parceiros sociais e governantes para que seja criado um «Plano Regional de Combate ao Trabalho Precário Açoriano».

Ilha da Graciosa, Açores
Ilha GraciosaCréditosEduardo Costa / Lusa

O cenário é traçado pela direcção da central sindical nos Açores num comunicado em que lembra as situações graves de desemprego que marcaram os últimos anos na região e a predominância do trabalho precário, sobretudo no sector de serviços e do turismo.

A realidade açoriana é baseada na proliferação de empregos precários com baixos salários, afirma, acrescentando que mesmo quando envolvem trabalhadores com profissões especializadas e qualificações elevadas, a maior parte dos empregos corresponde a vínculos precários com baixos salários: oito em cada dez trabalhadores não têm vínculo permanente.

Assumindo o combate à precariedade como uma prioridade, a Intersindical denuncia ainda a abundância e diversidade de programas ocupacionais que sustentam e agravam a exploração, contribuindo para a existência de cada vez maior pressão sobre os trabalhadores, «forçados a todo o tipo de condições de trabalho, com horários alargados e polivalência de funções, fazendo com que vários postos de trabalho acabem por ser preenchidos por apenas um trabalhador».

Para a CGTP-IN/Açores, a solução passa por inserir no próximo Orçamento Regional para 2021 um «Plano Regional de Combate ao Trabalho Precário Açoriano», que incorpore a passagem a efectivos dos trabalhadores que ocupam postos de trabalho de natureza permanente e a alteração dos programas ocupacionais e de estágios, de forma a garantir a contratação com integração nos quadros dos trabalhadores abrangidos e a consideração da qualidade do emprego criado, como condição no apoio a projectos de investimento privado.

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