Os acordos fechados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) nas últimas semanas incidem sobre dois dos distritos mais populosos de Portugal: Porto e Braga. Muitos milhares de trabalhadores do Comércio são abrangidos pelos aumentos salariais negociados com a Associação Comercial de Braga (ACB) e a Associação de Comerciantes do Porto (ACP).
Para além de aumentos de 55 a 60 euros em toda a tabela salarial, os trabalhadores conquistaram o pagamento extra pelo trabalho realizado aos domingos e feriados no comércio de Braga: o exercício de funções nesses dias passa a ser pago a dobrar. A ACB aceitou ainda aumentar o subsídio de alimentação para 6,15 euros diários, com retroactivos a Janeiro, e o valor das diuturnidades para 25 euros cada.
A negociação com a associação patronal do Porto foi mais tensa. Segundo o CESP, a revisão do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) estava «bloqueada» pelos patrões desde 2022 e só a persistência do sindicato e a «força dos trabalhadores sindicalizados» conseguiu reverter a situação. Em comunicado enviado ao AbrilAbril, o CESP destaca a derrota das pretensões da ACP em acabar com o direito do descanso compensatório pelo trabalho prestado ao Domingo.
Os aumentos salariais aplicam-se a toda a tabela salarial, com retroactivos a Janeiro, destacando-se ainda o aumento do subsídio de alimentação para os 6 euros diários (dos 4,75 euros actuais), a promoção dos caixeiros de 1.ª, caixa-balcão de 1.ª e operador especializado ao fim de três anos nas funções, um complemento de 23,25 euros por semana para os trabalhadores da secção das carnes e a introdução de «novas categorias profissionais na tabela salarial: cabeleireiros, barbeiros, trabalhadores de agências funerárias, manicura-pedicura, massagista de estética e designers».
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