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|América Latina

ALBA Movimentos: reflexão, defesa do socialismo e solidariedade com Cuba

De 6 a 9 de Agosto, a IV Assembleia Continental da ALBA Movimentos juntou em Havana 190 representantes de 27 países. Ao serem recebidos por Díaz-Canel, este agradeceu-lhes por estarem em Cuba e com Cuba.

ALBA Movimentos Assembleia Cuba América Latina
A construção do socialismo esteve em destaque na IV Assembleia Continental da ALBA Movimentos Créditos / @PresidenciaCuba

O Palácio da Revolução, na capital cubana, foi palco da cerimónia de boas-vindas às mais de 400 organizações populares que se deslocaram à Ilha para participar na assembleia, num contexto marcado pelo recrudescimento do bloqueio e das pressões que a actual administração norte-americana exerce sobre Cuba e a América Latina em geral.

No encontro, que teve lugar este sábado e contou também com a presença de Roberto Morales Ojeda, secretário de Organização do Comité Central do Partido Comunista de Cuba, e Bruno Rodríguez, ministro dos Negócios Estrangeiros, os delegados manifestaram o seu apoio e a sua solidariedade à maior ilha das Antilhas.

Já o presidente Miguel Díaz-Canel agradeceu aos presentes por «estarem em Cuba e ao lado de Cuba», destacando a solidariedade daqueles que apoiam o seu país num contexto difícil.

«Mesmo nas piores circunstâncias, Cuba continuará a lutar, continuará a resistir e continuará a vencer», disse o chefe de Estado – citado pela Prensa Latina –, relacionando esse empenho com o legado de Fidel Castro.

Espaço de análise, debate e articulação

A IV Assembleia Continental da ALBA Movimentos – um espaço que coordena organizações sociais da América Latina e Caraíbas – terminou este domingo, depois de ter sido inaugurada na passada quinta-feira na Universidade de Havana sob o lema «Pelo socialismo, cem anos caminhando com Fidel».

O encontro abordou múltiplas questões, nomeadamente ligadas às crises mundiais, à soberania regional, ao ascenso da extrema-direita, à ofensiva imperialista e aos desafios que se colocam às organizações sociais.

Os debates realizados – refere a TeleSur – permitiram estabelecer as bases para acções conjuntas face às agressões que violam o direito internacional, e reafirmar o compromisso de unidade e resistência dos movimentos sociais e populares do continente.

Hegemonia mediática e luta ideológica em análise

Numa assembleia que advogou a construção do socialismo e reafirmou a solidariedade com Cuba, a Palestina e outros povos do Sul Global que são alvo de agressões imperialistas, um dos painéis, realizado no sábado, foi dedicado a «O socialismo na batalha ideológica e cultural».

O espaço juntou o cubano Abel Prieto, presidente da Casa das América, a mexicana Alina Duarte, jornalista e membro do Instituto Nacional de Formação Política do Morena, e a brasileira Nina Fideles, directora do Brasil de Fato, que discutiram, a partir de experiências nacionais concretas, os desafios à construção de ferramentas para a luta.

No debate, Fideles disse que no Brasil «70% dos meios de comunicação continuam nas mãos de cinco grandes famílias, que historicamente são as mesmas que expulsaram trabalhadores rurais e camponeses das suas terras e concentraram a propriedade da terra».

A jornalista brasileira sustentou que a disputa dos meios de comunicação se integra num projecto que visa a transformação das pessoas e das relações sociais. «Não se trata apenas de distribuir os canais», disse, sublinhando a necessidade de formar quadros políticos e técnicos em comunicação para o fazer.

Por seu lado, Abel Prieto destacou a necessidade de uma luta cultural face a narrativas que pretendem desacreditar o socialismo, mostrando-o como um «sistema falhado» e apresentando o capitalismo como via única de progresso. Prieto – refere a TeleSur – sustentou que a batalha cultural implica defender ideias próprias e desmontar as distorções das «causas justas».

Já Alina Duarte destacou como «desafio central» a recuperação da dimensão colectiva da comunicação. Em seu entender, o trabalho da comunicação deve servir para informar e, em simultâneo, para organizar, motivar a militância e construir um mundo mais equitativo.

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