Por ocasião do centenário de Fidel Castro, histórico revolucionário cubano, o secretário-geral do PCP deslocou-se a Cuba e teve hoje a palavra no I Colóquio Internacional - Fidel Legado e Futuro.
No próximo dia 13 de Agosto assinala-se o centenário de Fidel Castro, líder histórico da revolução cubana, cujo legado teórico-prático ecoa no mundo. Para assinalar a ocasião, ao longo desta semana está previsto um vasto conjunto de iniciativas, entre as quais o I Colóquio Internacional - Fidel Legado e Futuro, que se realiza no Palácio das Convenções de 10 a 13 de Agosto.
Entre os participantes está o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, que no dia de hoje tomou a palavra na sessão inaugural do colóquio, dando deste modo um contributo ao mesmo em nome dos comunistas portugueses.
Foi precisamente neste sentido que Paulo Raimundo começou a sua intervenção dirigindo uma palavra aos «camaradas e amigos da Revolução cubana», assim como a Miguel Diaz-Canel, a Raul Castro, e aos comunistas e ao povo cubano, e deixou uma garantia: «contam hoje, como contaram sempre, com a firme solidariedade do PCP».
Não passando ao lado do contexto «exigente e desafiante» em que se realiza o Colóquio, o secretário-geral do PCP afirmou que «Fidel não é passado, Fidel é futuro» e enalteceu o seu legado «na sua obra, na sua prática» que se revestem de importantes contribuições «para as respostas que são hoje necessárias».
«A mensagem de confiança na força invencível da luta dos trabalhadores e dos povos que Fidel nos lega constitui uma arma valiosa para enfrentar a ofensiva exploradora e agressiva do imperialismo e as ameaças que esta faz pairar sobre a Humanidade, derrotar a ofensiva ideológica sobre o dito “fim da história” e a mentira de que “não há alternativa” ao domínio do Capital», afirmou Paulo Raimundo numa sala lotada com pessoas vindas de todo o mundo.
Foi precisamente no quadro dessa ofensiva que ameaça todos os povos que o comunista português enalteceu o «legado precioso» que, segundo o mesmo, não inspira somente «os comunistas com o seu projecto de superação revolucionária do capitalismo, mas também para quantos lutam por uma sociedade mais livre e mais justa».
Foi precisamente nesse seguimento que Paulo Raimundo, pegando nas experiências, na vida e pensamento de Fidel, articulando-as com a identidade e história própria do PCP, que Paulo Raimundo sublinhou, o que considerou ser elementos distintivos do que o líder histórico cubano significa. Deste modo, o secretário-geral do PCP destacou «a profunda identificação com as tradições patrióticas»; «o empreendimento criativo de um caminho revolucionário», «a fidelidade ao ideal e ao projecto comunista e a coragem», «a consideração do insubstituível valor da teoria, o marxismo-leninismo, e do papel dirigente do partido comunista na luta»; e «a comprovação prática de que patriotismo e internacionalismo são inseparáveis».
Neste sentido, Paulo Raimundo destacou os contributos de Cuba à luta anti-imperialista, nomeadamente a ajuda a Angola contra o regime do apartheid na Africa do Sul, ou o proprio exemplo que deu aos povos da América Latina e Caraíbas e de todo o mundo com os «notáveis êxitos no caminho do socialismo».
É por esse contributo que, para Paulo Raimundo, «o imperialismo não tolera e tudo fará para impedir» o livre desenvolvimento soberano de Cuba, e enceta todo o tipo de manobras para fazer cair o país que, sob o comando de Fidel e seus camaradas, ousaram desafiar aqueles que se julgam donos dos destinos do mundo.
Já perto do fim da sua intervenção, Paulo Raimundo fez questão de vincar que «o legado de Fidel constitui uma mensagem poderosa de confiança na força da luta» e recordou que esse exemplo tem grande significado «para o PCP, que trava um duro combate em Portugal contra as forças do grande capital que pretendem levar até ao fim o ataque às conquistas da Revolução de Abril», mas também na intensa luta dos trabalhadores portugueses que ergueram duas greves gerais e derrotaram a violenta ofensiva do Pacote Laboral contra os seus direitos.
Vincando a solidariedade do PCP com o povo cubano, e relembrando que «enquanto outros impõem bloqueios, sanções, a guerra e a exploração, Cuba distribui médicos e vacinas, Cuba dá aos povos o que pode em solidariedade e cooperação», o secretário-geral dos comunistas portugueses disse estar confiante na prossecução da Revolução iniciada por Fidel.
«Cuba não está só, ela tem a solidariedade de todos os que anseiam e intervêm por um mundo mais justo, de paz e progresso social», concluiu Paulo Raimundo em nome dos comunistas portugueses, deixando bem vincado que «com a coragem e dignidade do povo cubano, com a solidariedade dos povos do mundo, inspirados pelo legado de Fidel, Cuba vencerá!».
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