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EMEL: um aumento «insuficiente» mas que não existiria sem a força de quem trabalha

A proposta inicial da EMEL continha «aumentos diferenciados ao longo do ano» com «discriminações em relação ao mínimo já atribuído noutras empresas municipais». Conquistado o aumento de 56,58 euros, começa já a negociação para 2027.

Créditos Tiago Petinga / Agência Lusa

Não é o resultado pretendido pelos trabalhadores da EMEL, Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, ou pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN), mas é a garantia de que estes profissionais não vão ser discriminados em termos remuneratórios em relação aos restantes trabalhadores de empresas municipais.

O aumento salarial de 56,58 euros mensais, com retroactivos a Janeiro de 2026, só foi possível «graças à luta dos trabalhadores», refere o sindicato, em nota de imprensa. «Conseguimos travar a proposta inicial, que continha aumentos diferenciados ao longo do ano e não permitimos discriminações em relação ao mínimo já atribuído noutras empresas municipais».

Para além disso, a EMEL comprometeu-se com as reivindicações dos trabalhadores no que toca à «picagem de ponto desfardado nos horários após as 20h30, a criação do Gabinete de Apoio ao Trabalhador, a melhoria dos fardamentos, assegurar um local seguro e adequado para guardar os Fundos de Maneio e a resolução imediata da falta de água nos postos de atendimento».

«Apesar dos percalços ao longo do caminho — nomeadamente das diversas tentativas de fomentar divisões entre os trabalhadores», o sindicato considera que foi «alcançado o patamar mínimo para o acordo possível este ano». O início do processo negocial para 2027 começa já no próximo dia 14 de Outubro, com uma reunião entre o CESP e a administração da EMEL.

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