O «muito significativo» número de assinaturas recolhidas entre os trabalhadores dos casinos de Lisboa e do Estoril (assim como do restaurante O Mandarim) espelha o «enorme descontentamento e a forte vontade dos trabalhadores em lutar por melhores condições de trabalho e por aumentos salariais justos», refere, em comunicado, o Sindicato de Hotelaria do Sul (SHS/CGTP-IN).
Em frente ao casino de Lisboa, muitas dezenas de trabalhadores do grupo Estoril Sol (III) reuniram-se esta quinta-feira em plenário, reafirmando as reivindicações acordadas por todos: Um aumento salarial nominal de 56,38 euros para todos os trabalhadores, de forma transversal e igualitária; o aumento do subsídio de alimentação em 1 euro por dia; aumento de 5% nos subsídios de turno, prémio de línguas e abono de falhas e a atribuição universal de 25 dias de férias a todos os trabalhadores, sem depender da assiduidade.
A concretização destas reivindicações laborais está dependente da abertura de um «verdadeiro processo de negociação dos Instrumentos de Regulamentação Colectiva de Trabalho em vigor na empresa», algo a que o patronato se recusa a fazer. Caso a situação persista, o SHS foi mandatado, pelo plenário, a «endurecer as formas de luta» contra a Estoril Sol (III).
«Os trabalhadores não podem continuar a pagar a incompetência e as más opções de gestão da administração», afirma o SHS. A empresa não foi capaz de apresentar a divulgação dos resultados de 2025 e o orçamento para 2026 dentro do prazo.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui