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Aumentos salariais e mais direitos na Gallo Vidro

A greve agendada para este domingo foi desconvocada depois de os trabalhadores terem obtido o acordo da empresa para várias reivindicações, entre as quais a garantia de aumentos de 20 euros no salário.

Créditos / CGTP-IN

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira (STIV/CGTP-IN) anunciou que a greve convocada para a Gallo Vidro, na Marinha Grande, não se realizou porque se alcançou um acordo com a administração da empresa.

A mobilização destes trabalhadores permitiu a consagração de diversas exigências, nomeadamente os aumentos de salários, o pagamento do Carnaval como dia feriado, e a remuneração do complemento do Natal e da passagem do ano a todos os trabalhadores que prestem serviço nestes dias, independentemente do turno.

A coordenadora do STIV, Etelvina Rosa, explicou à Lusa que o Grupo Vidrala, que detém a Gallo Vidro, assumiu não insistir nos «0,5%, que iria dar valores diferentes e irrisórios para cada trabalhador» e concordou atribuir um aumento de «20 euros a todos. É um valor fixo, era o pretendido».

Para Etelvina Rosa, é claro que «os trabalhadores foram à luta e conseguiram uma mais-valia».

Mantêm-se ainda outras reivindicações que constavam do pré-aviso de greve, e que vão continuar a ser exigidas pelos trabalhadores, como a atribuição de 25 dias úteis de férias para todos os trabalhadores, o direito ao dia de aniversário, a criação de um prémio anual e a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais.

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