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Absentismo no Metro de Lisboa é fruto da Covid-19

Trabalhadores acusam MAI de ter justificado à imprensa a falta de oferta no Metropolitano de Lisboa com o absentismo dos trabalhadores, sem explicar que o mesmo se deve a infecções Covid-19.

CréditosManuel de Almeida / Lusa

Organizações representativas dos trabalhadores (ORT) do Metropolitano de Lisboa (Metro) emitiram um comunicado em que criticam as declarações prestadas na semana passada ao Público pelo ministro da Administração Interna, ao justificar «que as dificuldades na oferta» de comboios «se devem ao absentismo dos maquinistas» sem referir que as mesmas se devem a baixas e confinamentos causados pela Covid-19.

As estruturas sindicais – Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos (STRUP), Sindicato dos Trabalhadores da Tracção do Metropolitano de Lisboa (STTM) e a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) – e a Comissão de Trabalhadores (CT) do Metropolitano de Lisboa, que subscrevem o comunicado, lamentam que aquele órgão de comunicação social não as tenha contactado e tenha admitido «a priori que esses trabalhadores não cumprem com os seus deveres de assiduidade».

Para repor a verdade dos factos, as ORT esclarecem que «o absentismo dos trabalhadores maquinistas aumentou, desde o início da situação pandémica, como consequência do aumento do número de infectados» com o coronavírus, ou em isolamento profiláctico.

A situação, alegam, é resultante «da ausência de medidas concretas de protecção dos seus profissionais, por parte da empresa», para «fazer face às situações de risco acrescido» por parte daqueles que cumprem «serviços essenciais», apesar dos «inúmeros esforços e propostas» que os representantes dos trabalhadores têm vindo a apresentar à administração do Metro.

No comunicado é dado como exemplo o caso da Linha Amarela, na qual, muito recentemente,«foi detectado um surto em contexto laboral» que, num universo de 70 trabalhadores, deixou infectados 27 e obrigou à colocação de sete em isolamento profiláctico.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, que desde a primeira hora têm sido «o garante da prestação do serviço público de transporte», com «empenho e profissionalismo», não podem aceitar que recaiam sobre eles «responsabilidades completamente infundadas», afirmam as ORT, que se mostram disponíveis para prestar sobre o assunto os esclarecimentos que forem necessários.

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