|Centro Hospitalar do Oeste

15 enfermeiros renovam contrato após denúncia do SEP

A acção de denúncia pública, realizada junto ao Hospital das Caldas da Rainha, foi determinante para impedir a saída dos 15 profissionais, programada pela administração. Seis teriam saído já no final de Abril.

Sindicato afirma que os enfermeiros sofrem de uma sobrecarga horária imensa que põe em causa a sua vida e o bom funcionamento do SNS
Sindicato afirma que os enfermeiros sofrem de uma sobrecarga horária imensa que põe em causa a sua vida e o bom funcionamento do SNSCréditos

A situação no Centro Hospitalar do Oeste (CHO) é plena de dificuldades, mas, nas últimas semanas, esteve perto de piorar significativamente. Para além das Caldas da Rainha, a não renovação do contrato de 15 enfermeiros afectaria, em menor escala, as outras unidades que fazem parte do CHO: Peniche e Torres Vedras.

Em média, são precisas mil horas de trabalho extraordinário por mês só para garantir os serviços mínimos das urgências do Hospital das Caldas da Rainha, alerta o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN), o que torna ainda mais incomprensível a decisão de deixar caducar os contratos de 15 enfermeiros.

Em resposta a este cenário, o sindicato e os enfermeiros, por decisão conjunta, realizaram uma acção de denúncia pública no passado dia 28 de Abril, que granjeou resultados praticamente imediatos: «a 29 de Abril, pelas 21h, os enfermeiros foram informados da mais que justa autorização de renovação dos seus contratos».

Aquilo que vinha sendo reivincado há muitos meses pelo SEP tornou-se, de um dia para o outro e a menos de dois dias da saída dos primeiros profissionais, realidade. Foi fundamental, para este resultado, a «presença, empenho e resiliência dos enfermeiros», sem os quais não seria possível «alcançar os objetivos e resolver os problemas».

Os contratos dos 15 enfermeiros foram prolongados por um período de quatro meses, após os quais correm o risco de que se repeta a mesma situação. Para a evitar, no CHO e noutras instituições de saúde do País, «é urgente que o Ministério da Saúde autorize não só a renovação dos contratos no imediato, mas sobretudo que aprove os Mapas de pessoal das instituições para que possam vincular e contratar os enfermeiros e outros profissionais», reforça o SEP.

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