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País Basco, Espanha, França, Itália com exemplos de apoio firme a Cuba

Pamplona, a capital histórica do País Basco, foi palco de uma grande manifestação soberanista, na qual a solidariedade com Cuba e a Palestina assumiram lugar destacado.

À frente da manifestação do Dia da Pátria Basca seguiram representantes de Cuba e da Palestina com o «txori» nas mãos CréditosIñigo Uriz / naiz.eus

Convocada pela coligação EH Bildu, a grande mobilização que teve lugar este domingo no centro de Pamplona (Iruñea), por ocasião do Aberri Eguna (Dia da Pátria Basca), serviu também para expressar a solidariedade aos povos de Cuba e da Palestina.

Segundo refere o portal cubainformacion.tv, no início da marcha uma cidadã cubana residente no País Basco e um palestiniano levaram o txori (o pássaro do quadro Guernica, de Pablo Picasso, símbolo da paz) como expressão de apoio aos povos de Cuba e da Palestina, «sujeitos à agressão e ao cerco por parte do imperialismo norte-americano e ao sionismo israelita».

Esta acção quis destacar a ligação das lutas dos povos do mundo pela sua liberdade e autodeterminação, bem como a necessidade da solidariedade internacional face às políticas de bloqueio e ocupação, indica a fonte.

Na mesma ocasião, foram distribuídos dez mil folhetos da campanha «Argia eta Indarra Kubarentzat» (Luz e Força para Cuba), dinamizada pela iniciativa Euskal Herria Ekimena e pela associação Euskadi-Cuba.

Trata-se de uma iniciativa que visa recolher fundos para a aquisição de instalações solares para os hospitais da Ilha e, assim, ajudar a combater os efeitos da crise energética provocada pelo bloqueio económico, agravada pelo bloqueio petrolífero, impostos pela administração norte-americana.

Solidariedade anti-imperialista em Madrid, Paris e Roma

O Espaço Ronda, em Madrid, será palco, este sábado, de uma iniciativa política convocada por um amplo espectro de organizações políticas, sindicais e sociais do Estado espanhol.

Intitulado «A agressão imperialista contra Cuba e o Irão», o evento contará com a presença de Reza Zabib, embaixador iraniano em Madrid, e de um representante da Embaixada de Cuba, que irão abordar as consequências das políticas de pressão e sanções contra os seus países.

As entidades promotoras denunciam as agressões imperialistas e promovem a solidariedade internacionalista, destacando a necessidade de reforçar a denúncia do bloqueio imposto a Cuba e das políticas de ingerência, refere o cubainformacion.tv.

Por seu lado, em Paris está prevista a realização, também este sábado, de uma concentração contra o bloqueio à Ilha e as ameaças de intervenção militar dos EUA, com o lema «Stop au blocus».

O acto, marcado para a Praça Jacques Rueff, é convocado por múltiplas organizações juvenis, sindicais, solidárias, que denunciam o imperialismo norte-americano, exigem o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto à Ilha há mais de seis décadas, e apelam à mobilização em defesa da soberania do povo cubano.

Em Roma, tem lugar no dia 11 uma manifestação nacional, convocada pela Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (Anaic), para afirmar que Cuba «não é uma ameaça» e «não está sozinha», e denunciar o bloqueio com que os EUA procuram estrangular a Ilha, com consequências devastadoras para a população.

O apelo à mobilização conta com o apoio de múltiplas organizações sociais, partidos políticos, movimentos de defesa da paz, organizações juvenis, de estudantes e de cubanos residentes em Itália, bem como da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL) e da Unione Sindacale di Base (USB).

Esta segunda-feira, refere a Prensa Latina, também a Federação Nacional de Consumidores e Utentes (Federconsumatori) do país transalpino declarou o seu apoio à marcha, num comunicado em que afirma que «não podemos permanecer impassíveis quando se tenta vergar todo um povo».

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