«Só foi possível alcançar estes resultados com a organização, determinação, firmeza e luta dos trabalhadores», afirma o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul/CGTP-IN) num comunicado que valoriza bastante a actividade sindical, mas também o desenvolvimento da actividade reivindicativa.
O comunicado, que demonstra a importância da luta organizada, assim como comprova que se não fosse essa os avanços na vida dos trabalhadores não aconteciam, indica que já foram apresentados e entregues 101 cadernos reivindicativos e seis propostas de acordos de empresa. Deste universo, 78 negociações resultaram em ganhos concretos para os trabalhadores, com aumentos salariais que variam entre os 50 e os 120 euros.
De todos estes processos, o SITE Sul destaca cinco que considera serem os que tiveram «resultado em ganhos significativos». É o caso da Parmalat, na Landeira, onde a negociação do acordo de empresa para 12 meses resultou em aumentos entre 50 e 103 euros na retribuição mensal, ou da SAS, empresa do Grupo Motherson no Complexo Industrial da VW Autoeuropa, em Palmela, onde após a marcação de greve, foi alcançado um aumento de 120 euros no salário base para todos os trabalhadores.
A estas empresas juntam-se ainda a Continental Lemmerzs, também no Complexo Industrial da VW, onde o acordo fechado para um ano garantiu aumentos salariais de três por cento com um mínimo de 75 euros, actualização do subsídio de refeição para 10,46 euros por dia, além do pagamento de um prémio de 1123 euros e um prémio de lançamento de 250 euros; a Gigabar, secção de slave tools nas instalações da VW Autoeuropa, onde os trabalhadores conseguiram aumentos mensais entre 72 e 82 euros; e a SMP, empresa do Grupo Motherson no Complexo Industrial da VW em Palmela, onde, na sequência de um acordo celebrado no ano passado para o biénio 2025/2026, os trabalhadores tiveram este ano um aumento de 100 euros no salário base, entre outras melhorias.
Apesar das conquistas, o sindicato insiste que é precisamente por todas estas conquistas que «é preciso lutar», numa lógica de continuar a melhorar a vida daqueles que tudo produzem. Deste modo, na AMARSUL na Moita foi decidido pelos trabalhadores a realização de uma greve parcial, com paralisação de 2 horas por turno durante 10 dias, tal como na VIROC em Setúbal. Ambas as lutas serão por aumentos salariais dignos que permitam fazer face ao aumento do custo de vida, informa o SITE Sul.
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