É um atropelo aos direitos constitucionais dos trabalhadores, considera o sindicato da CGTP-IN. Segundo um comunicado divulgado pelo CESP, o sindicato contactou previamente a empresa sobre um alegada discriminação de trabalhadores que exerceram os seus direitos laborais, mas a Auchan terá mantido «uma postura arrogante e intransigente», recusando corrigir o que a estrutura sindical classifica como uma violação de direitos fundamentais.
Em causa está a não atribuição de dias de majoração de férias aos funcionários que aderiram aos períodos de greve, uma decisão considera ilegal e inconstitucional.
Perante a resposta da retalhista, o CESP já denunciou o caso à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e prepara-se agora para levar o caso a tribunal. «A greve e os plenários de trabalhadores são direitos, previstos na Constituição da República Portuguesa – não podemos ser prejudicados por exercer os nossos direitos!», sublinha o sindicato na nota enviada aos associados.
O CESP apela ainda à união dos trabalhadores neste momento de litígio, afirmando que «a Auchan vai mesmo ter de recuar, por vontade própria ou por imposição do tribunal».
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