Num comunicado divulgado horas depois dos primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos da América contra o Irão, que causaram a morte de centenas de pessoas (entre as quais 153 crianças numa escola atingida por projéctil israelita, um massacre que a UNESCO designou como «uma grave violação do direito internacional humanitário»), o Partido Comunista de Israel (PCI) convocava todo o movimento pela paz na sociedade israelita a «erguer as suas vozes» contra a «agressão israelo-americana».
Aqueles que «verdadeiramente» ambicionam a paz não podem deixar de «exigir a remoção das tropas norte-americanas» de todo o território do Médio Oriente, assim como de «todas as armas nucleares». Os comunistas de Israel, que participam na coligação Hadash (maioritariamente árabe, com quatro deputados eleitos no Knesset), denunciam o seu próprio Estado como não só «um instrumento do imperialismo americano global, mas também um parceiro neste e nos seus esforços para impor a hegemonia imperialista americana sobre o mundo e os seus recursos naturais e económicos».
Esta sua prática imperialista e agressora é sustentada pelo grande «consenso» bélico do Governo e da grande maioria oposição israelita, apostados em submeter «todos os governos aos interesses políticos e económicos dos EUA. Isto inclui todas as partes do mundo – especialmente o Médio Oriente e a América Latina».
O PCI alerta ainda para a utilização do medo na sociedade israelita para acelerar «os massacres e crimes de limpeza étnica na Faixa de Gaza e na Cisjordânia», expandindo os ataques fascistas e o alargando a prevalência do racismo em Israel. Dois palestinianos foram assassinados por milícias israelitas na Cisjordânia, perto de Nablus, no dia 2 de Março.
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