As iniciativas, que têm lugar em seis cidades às 20h e em Vigo às 19h30, foram marcadas de «forma urgente» para afirmar a defesa da paz e do direito internacional, divulgou a plataforma galega, que condena a agressão militar levada a cabo pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
A Galiza pola Paz sublinha que esta agressão «não é um facto isolado», mas inscreve-se numa cadeia de agressões sistemáticas perpetradas pelo imperialismo e o sionismo que visam «perpetuar a hegemonia global a qualquer custo, incluindo o recurso à força militar quando as chantagens económicas e diplomáticas não bastam para alcançarem os seus objectivos».
Entre as diversas agressões perpetuadas contra os povos do Médio Oriente, a plataforma lembra a destruição do Iraque e da Líbia, a guerra na Síria, o genocídio em curso em Gaza, os ataques ao Líbano, a interferência no Iémen e os anos de pressão política e económica sobre o Irão, com guerra diplomática e mediática declarada e ataques militares periódicos contra infra-estruturas militares, energéticas e científicas.
«O que hoje se passa é, na realidade, mais um passo numa escalada deliberada, destinada a vergar a vontade de um Estado e de um povo que se recusam a aceitar a tutela das potências dominantes», declara a Galiza pola Paz.
Numa declaração acessível no seu portal, a plataforma refere-se ao contexto em que «a ordem unipolar é cada vez mais questionada pela emergência de uma abertura multipolar – na qual os BRICS e o próprio Irão desempenham um papel crescente», e em que «os Estados Unidos intensificam a pressão sobre aqueles que não cumprem as suas orientações».
Israel e o paradoxo de ser apresentado como o «garante da paz»
Neste quadro, Israel afirma-se como «vector privilegiado desta política, com cobertura diplomática, financeira e militar de Washington», lembra a plataforma galega, considerando «significativo» o facto de ser um Estado que «possui um arsenal nuclear fora de qualquer controlo internacional e que ocupa ilegalmente a Palestina e a Síria há sete décadas, a liderar a narrativa que procura justificar este ataque».
Que Israel, um Estado que sempre ignorou «todas as resoluções da comunidade internacional» e que «submete Gaza a um genocídio inegável diante dos olhos do mundo há dois anos e meio», seja apresentado como «o garante da paz e da segurança regional constitui um dos paradoxos mais flagrantes do nosso tempo», critica a Galiza pola Paz, denunciando «o cinismo com que as oligarquias ocidentais usam a palavra "paz" para legitimar a sua dominação».
É neste sentido que a plataforma exorta o povo galego a manter-se mobilizado e a ampliar a sua voz solidária, porque «a construção de uma paz verdadeira é inseparável da luta contra o imperialismo e o militarismo».
A ancorar o seu apelo, a Galiza pola Paz afirma: «A paz que defendemos não é uma paz abstracta ou neutra. É uma paz que exige a cessação imediata de toda a agressão militar; o pleno reconhecimento da soberania dos povos para determinar os seus próprios caminhos, incluindo os mecanismos que cada Estado considera necessários para a sua defesa; e o desmantelamento das lógicas imperialistas que transformam as relações internacionais num sistema de subordinação ou caos».
Estão programadas concentrações em Vigo, Pontevedra, Ourense, Compostela, Lugo, Corunha e Ferrol.
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