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Estados Unidos e Israel apontados como principais ameaças à paz mundial

O Capítulo Cubano da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade condenou «o ataque simultâneo e coordenado» ao Irão por forças militares dos EUA e do regime sionista de Israel.

Pelo menos 148 pessoas, na sua maioria alunas, morreram na sequência de um ataque israelo-norte-americano contra a Escola Shajareye Tayyebeh, em Minab (Sul do Irão), este sábado Créditos / TeleSur

«Este acto de guerra constitui uma grave expressão da prática histórica do imperialismo norte-americano e do seu principal aliado, o sionismo, que se tornaram os coveiros da ordem jurídica internacional, da paz e da vida», refere a declaração divulgada este sábado na página de Facebook do Instituto de Informação e Comunicação Social de Cuba (ICS).

O documento denuncia o genocídio permanente do povo palestiniano, os bombardeamentos contra os habitantes do Líbano, o ataque contra a Venezuela de 3 de Janeiro, o endurecimento do cerco contra a população cubana e o incentivo ou a tolerância a acções de desestabilização terrorista contra países da América Latina e Caraíbas.

Também repudia os assassinatos de migrantes e activistas dos direitos humanos nos Estados Unidos, «acções que constituem expressões do desprezo pela vida de quem reside no Sul global».

O texto endossa o pronunciamento do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que afirmou que estes ataques «arruínam, pela segunda vez, os esforços diplomáticos relativos à questão nuclear e põem em risco a paz e a segurança regional e internacional. Os efeitos já sentidos nesta região instável demonstram isso mesmo».

«Esta grave agressão constitui uma ameaça que transcende todas as fronteiras», afirma declaração, que recorda também as palavras do líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, que em 2010 alertou para o perigo iminente de um conflito nuclear.

«[…] Há um risco iminente de guerra com o uso desse tipo de armamento, e não tenho qualquer dúvida de que um ataque dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irão se tornaria, inevitavelmente, um conflito nuclear global», disse Fidel na altura.

O texto considera imprescindível que a chamada comunidade internacional, que «os homens e as mulheres de boa vontade de todo o mundo ergam a voz por todos os meios ao seu dispor para condenar esta guerra bárbara que, nas primeiras horas, já custou a vida a 86 crianças em três escolas no Irão».

«Perante o fascismo, o ódio, o imperialismo e o sionismo, perante a tentativa de impor a lei do mais forte, defendamos a paz, a solidariedade, o direito internacional e o direito à vida», afirma o texto.

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