«A recuperação da população de lince-ibérico em Espanha e em Portugal constitui um dos melhores exemplos de acções de conservação de espécies ameaçadas no mundo» anunciava, em 2023, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Em 2002, estimava-se a existência de menos de 100 exemplares desta espécie em todo o mundo – duas décadas depois, os centros de reprodução já tinham assistido ao nascimento de 722 crias. Os dados mais recentes, de 2024, registavam a existência de 2401 linces, dentro e fora de cativeiro.
Os extraordinários avanços das últimas décadas («a maior recuperação de uma espécie felina alguma vez conseguida», segundo Francisco Javier Salcedo Ortiz, coordenador do projecto LIFE Lynx-Connect) permitiram que a classificação do lince-ibérico passasse de «espécie ameaçada» para apenas «vulnerável» na lista de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.
Os trabalhos que antecipam a reintrodução do lince-ibérico na comunidade autónoma de Aragão, em Espanha, já estão praticamente concluídos, noticia a agência EFE. Os linces Waka e Winx, provenientes do centro de reprodução em cativeiro de Acebuche (em Doñana, a maior área protegida espanhola), vão estrear a a bacia do rio Huerva, em Saragoça, durante o mês de Março.
O casal (o primeiro de quatro) vai permancer cerca de um mês num recinto de aclimatação antes de ser definitivamente libertado. Por seu turno, o centro de Acebuche recebeu o lince Walabi, nascido no Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico, em Silves, parte da estratégia de diversificação genética da população de linces.
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