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Erradicação da pobreza na China destacada como exemplo a seguir no Panamá

As noções de «êxito» e «exemplo» foram sublinhadas no fórum «Decifrar a China na perspectiva da erradicação da pobreza: experiências e inspirações», que teve lugar na Cidade do Panamá.

O encontro no Panamá sobre a erradicação da pobreza na China teve grande participação Créditos / @PanamaHoy_

A propósito do evento, co-organizado esta quinta-feira pela Embaixada da China e o Centro de Estudos Estratégicos Asiáticos do Panamá (CEEAP), a economista e catedrática Maribel Gordón disse à Xinhua que «não se trata de imitar receitas, uma vez que a sociedade panamenha é diferente da da China, mas podemos apontar metodologias que possam ser adaptadas à realidade nacional do Panamá».

A professora da Universidade do Panamá acrescentou que o país asiático possui um processo metodológico para erradicar a pobreza que «deve ser considerado, avaliado e, na medida do possível, desenvolvido no nosso país».

Referindo-se ao posicionamento da China de que a consulta é importante no processo de planeamento, Gordón observou que «estes elementos devem ser considerados no nosso país: a participação da comunidade na tomada de decisões e o planeamento a longo prazo».

Por sua vez, Elmer Miranda, investigador do CEEAP, explicou que o país asiático erradicou a pobreza por via da análise de cada território, para assim determinar a capacidade produtiva de cada qual.

«Para o Panamá, essa experiência é muito importante, na medida em que no nosso país há populações com capacidade produtiva que está a ser desperdiçada devido à falta de integração nos mercados nacional e internacional», afirmou o economista.

Lições a aprender com a China

Entretanto, René Bracho, igualmente economista e professor da Universidade do Panamá, salientou os pontos fortes da economia e do modelo chinês que permitiram eliminar a pobreza no meio rural.

«São lições que podem servir para os nossos países, que enfrentam o flagelo da pobreza», disse, frisando que a China «realizou um diagnóstico e identificou as regiões com maior incidência de pobreza, investindo aí massivamente em capital e desenvolvimento humano».

Para Bracho, a estabilidade do crescimento macroeconómico sustentado ao longo do tempo e o investimento intensivo na educação científica e tecnológica são lições a aprender com os chineses.

Alianças estratégicas e cooperação internacional

Ao intervir no debate, o presidente do CEEAP, Roberto Montañez, destacou a importância das alianças estratégicas para que o Panamá, com os desafios que tem por diante, «possa erradicar a miséria e a desigualdade».

A embaixadora do país asiático na Cidade do Panamá, Xu Xueyuan, também interveio no encontro, tendo partilhado com os académicos latino-americanos várias histórias e ensinamentos da experiência chinesa no processo de erradicação da pobreza.

A diplomata, que deu especial ênfase à importância da educação, disse que a eliminação da pobreza é um «objectivo comum a todos os países» e manifestou a disponibilidade da China para «uma maior cooperação internacional» nessa matéria.

Segundo refere o portal panamahoy.com.pa, no encontro os participantes também chamaram a atenção para «as mudanças geopolíticas» em curso, tendo em conta as ameaças proferidas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, bem como para aspectos relacionados com aquilo a que chamaram a «nova Doutrina Monroe» da Casa Branca.

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