«Denunciamos com veemência a existência e a operação de bases militares dos Estados Unidos no nosso território, a partir das quais foram lançadas agressões directas contra povos irmãos na América Latina, entre eles a Venezuela», afirmou a organização, citada pela Prensa Latina.
No município de Carolina, nas imediações de San Juna, os militares bloquearam com vedações a entrada à zona posterior do aeroporto internacional de Isla Verde, refere a fonte.
Sonia Santiago Hernández, porta-voz da organização Madres contra la Guerra, disse que, com pretextos geopolíticos e económicos que violam o direito internacional e a soberania dos países, os EUA utilizam Porto Rico para agredir outras nações.
«Rejeitamos de forma categórica que Porto Rico continue a ser usada como plataforma para intervenções, invasões e operações ofensivas contra outros países soberanos», declarou a dirigente social.
Condenou em particular «a recente campanha militar que, a 3 de Janeiro de 2026, envolveu bombardeamentos e acções hostis na Venezuela, levada a cabo a partir de posições estratégicas nas Caraíbas», com participação de forças que se encontram em territórios sob controlo norte-americano, e componentes logísticos que envolvem bases em Porto Rico.
No entender de Santiago Hernández, esta acção constitui uma violação flagrante do direito internacional e visa usurpar os recursos naturais da Venezuela, em especial o seu petróleo.
Presença militar dos EUA e danos ambientais
A Madres contra la Guerra denunciou igualmente os danos provocados ao ambiente e à saúde pública pelas operações militares no país porto-riquenho, sob domínio colonial dos EUA há 127 anos.
«As décadas de presença militar deixaram os solos, águas e espaços naturais altamente contaminados com substâncias perigosas, como o chumbo, mercúrio, cádmio, arsénio e crómio hexavalente», referiu Hernández.
Apontou também a existência de solventes industriais cancerígenos, hidrocarbonetos, explosivos militares e amianto, nomeadamente na antiga Base Naval de Roosevelt Roads, em Ceiba, entre outras instalações militares.
Estes componentes, além de contaminarem os aquíferos e a cadeia alimentar – alertou a activista social –, provocam um maior risco de cancro, danos neurológicos, problemas reprodutivos e complicações na gravidez, e doenças respiratórias devido à exposição a hidrocarbonetos.
«Nós, enquanto mães, defensoras da vida, exigimos o fim imediato da utilização de Porto Rico como plataforma militar para agressões a países soberanos; o desmantelamento e o encerramento das bases militares e a completa recuperação ambiental das áreas contaminadas por exercícios militares», afirma, citada pela Prensa Latina, a organização anti-imperialista, que exige igualmente o respeito pela soberania da Venezuela e de todos os povos latino-americanos.
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