|INE

Taxa de desemprego não baixa para licenciados

O emprego aumentou 2,3% e a taxa de desemprego desceu 7% em 2018. Mas não para os licenciados, sobretudo de níveis etários mais elevados, verificando-se um aumento do desemprego no último trimestre. 

Créditos / SintraNotícias

Dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam uma queda significativa da taxa de desemprego total, que se manteve nos 6,7% no quarto trimestre de 2018 e diminuiu para 7% no conjunto do ano, face aos 8,9% de 2017. 

De acordo com o INE, a população desempregada, estimada em 349,1 mil pessoas, diminuiu 1,0% (3,6 mil) em relação ao trimestre anterior, retomando os decréscimos trimestrais observados desde o segundo trimestre de 2016 e interrompidos no trimestre anterior.

É um dos níveis mais baixos dos últimos 19 anos, apesar de os licenciados não estarem em sintonia com a tendência, tendo o desemprego neste grupo subido 14% em igual período. No fim de 2018 estavam desempregadas 89 mil pessoas com curso superior, mais 11 mil do que no final de 2017. 

A maior subida (mais de 26%) regista-se no escalão dos 35 aos 44 anos, havendo 26 mil licenciados desempregados no final do ano passado. Entre os 45 e os 54 anos o desemprego cresceu 13%, havendo 26 mil diplomados nesta situação, verificando-se também uma subida no grupo dos 25 aos 34 anos. 

Significa isto que, apesar de Portugal ter menos licenciados do que a média da União Europeia, carece de tecido produtivo alicerçado em actividades de maior valor acrescentado para absorver as pessoas que forma.

No que toca à precariedade, o INE revela que havia no ano passado mais de 890 mil trabalhadores por conta de outrem com contratos não permanentes, correspondendo a 22% do total. Cruzando outras fontes, a CGTP-IN alerta que poderão ser mais de um milhão e duzentos mil assalariados, sobretudo jovens.  

Com base nos quadros de pessoal mais recentes, a central sindical denuncia que que os trabalhadores com vínculos precários recebem, em média, salários 20 a 40% inferiores aos trabalhadores com contratos sem termo.

Tópico