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Professores do ensino superior não têm acesso à dose de reforço antecipada

«A Fenprof não compreende nem aceita que se discriminem os docentes de qualquer nível ou grau de ensino», exigindo a correcção desta situação ainda antes do início do próximo semestre.

Mário Nogueira
Mário Nogueira CréditosFernando Veludo / Agência Lusa

O processo de vacinação de professores, que decorre entre os dias 6 e 9 de Janeiro, supostamente disponibilizaria a dose de reforço contra a Covid-19 aos docentes de todos os graus de ensino. Na prática, «verifica-se que os professores do ensino superior foram excluídos desta fase de vacinação», denuncia a Federação Nacional dos Professores (Fenprof/CGTP-IN).

«Apesar de pertencerem a um nível de ensino em que, por norma, as turmas têm um número elevado de alunos», estes docentes são informados de que «a vacinação prioritária não os contempla», justificando a preocupação que «comunidade educativa e a Fenprof tinham manifestado relativamente à segurança dos profissionais da educação no regresso às aulas após a pausa lectiva do Natal».

No entender da Fenprof, é indispensável «garantir a estes profissionais o mesmo grau de segurança que é oferecido aos restantes docentes», perfazendo uma injusta discriminação em todo o processo.

Fenprof divulga posição sobre as próximas eleições legislativas 

No documento a que o AbrilAbril teve acesso, a federação defende ser necessário, na próxima legislatura, «travar a municipalização, democratizar a gestão, reduzir o número de alunos por turma, garantir condições para uma educação verdadeiramente inclusiva e deixar que sejam as escolas a escolher os projectos a desenvolver, ao invés de mergulharem num mar de projectos, impostos pela transferência de financiamento público para fundos europeus».

É, de igual forma, indispensável que o ciclo político que venha a sair das eleições, rompa com o «percurso de desvalorização e desrespeito» a que os profissionais do ensino têm sido sujeitos.

O combate à precariedade terá de ser travado, a «recomposição das carreiras é urgente e indispensável, o horário de trabalho tem de ser respeitado, as condições de trabalho devem ser melhoradas, o rejuvenescimento da profissão docente é inadiável, a criação de um regime específico de aposentação é fundamental e, no ensino particular, a negociação de um contrato coletivo de trabalho dignificante é uma exigência».

A Federação Nacional de Professores não tem dúvidas: «é necessário que professores, educadores e investigadores votem», aproveitando esta oportunidade para «valorizar a sua profissão, defender a Escola Pública e engrandecer a Educação e a Ciência».

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