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PCP: avanços para a próxima legislatura

Jerónimo de Sousa apresentou o Programa Eleitoral do PCP, que «constituirá, juntamente com os 12 Compromissos do PEV, a base programática em que se podem rever todos os eleitores da CDU».

O secretário-geral do PCP, Jeronimo de Sousa, fala durante a apresentação do programa eleitoral do partido, em Lisboa, 16 de julho de 2019.
O secretário-geral do PCP, Jeronimo de Sousa, fala durante a apresentação do programa eleitoral do partido, em Lisboa, 16 de julho de 2019.CréditosTiago Petinga / LUSA

Na apresentação do Programa Eleitoral do PCP, que hoje teve lugar numa sala repleta de um hotel da capital, na presença de diversas personalidades e de dirigentes, eleitos e candidatos comunistas, o Secretário-geral do PCP elencou um «conjunto de medidas e linhas de trabalho para dar resposta aos problemas» que, por um lado, apostam no desenvolvimento e, por outro, numa «gestão rigorosa dos meios do Estado para as concretizar».

Deste vasto conjunto de medidas, o PCP aponta para «a redução de receitas de IVA, em 2 pontos percentuais na taxa normal e para 6%, na Electricidade e no Gás, que ultrapassa os mil e oitocentos milhões de euros de poupança para as famílias». Outra medida de grande alcance social é a proposta «de creche gratuita para todas as crianças no final da licença de parentalidade e a criação de uma rede pública com esse objectivo. Uma proposta que, segundo os comunistas, visa garantir «às crianças que nasçam a partir de 2020, creche ou soluções equiparadas».

O PCP propõe o aumento das pensões e reformas em, pelo menos, 40€ ao longo da legislatura, a concretização de um Programa integrado para resposta imediata ao reforço do Serviço Nacional de Saúde, com um forte investimento, designadamente para os hospitais e para os cuidados de saúde primários, e a aplicação em todo o país de passes para os transportes públicos, com um valor de 30 euros no município e 40 euros na região.

O Programa Eleitoral apresenta também um plano de reabertura de serviços públicos entretanto encerrados, nomeadamente nas zonas de interior e do mundo rural, designadamente estações de correios, balcões da CGD, serviços de saúde e de educação e define o objectivo de atingir nesta legislatura, 1% do Orçamento de Estado para a Cultura, garantindo o aumento do apoio público às artes e a reformulação do modelo de atribuição de apoios.

Jerónimo de Sousa, afirmou ainda que as propostas apresentadas, relativamente às quais «cada um poderá pedir-nos contas ao longo do mandato», são a partir de hoje património daqueles a quem ela se dirige.
 

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