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Oficiais reclamam junto de Marcelo

A AOFA escreveu ao Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas reclamando da actual situação dos militares, nomeadamente em relação a promoções, vencimentos e sistema de avaliação.

Militares desfilam perante o Presidente da República, durante comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Portalegre, 10 de Junho de 2019
Os militares aguardam, «ano após ano», que o seu Comandante Supremo tome posição sobre os problemas que os afectam CréditosNuno Veiga / LUSA

No ofício que enviou para Belém, a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) começa por alertar para o facto de ainda se manter um «procedimento de todo injustificado» que impede que as promoções sejam realizadas no momento em que «efectivamente devem ocorrer». Um procedimento que data de 2011 (governo PSD/CDS) e é considerado pela AOFA como «fortemente lesivo das Forças Armadas e, sobretudo, para os militares que nelas servem».

Sobre esta situação, que tem prejudicado os militares «em várias dezenas de milhões de euros», a AOFA sublinha o facto de o PR dela ter conhecimento e que os militares «ano após ano aguardam, sem qualquer sucesso, que mais do que palavras elogiosas» o seu Comandante Supremo tome posição no sentido de contribuir para pôr termo a «este ciclo interminável de injustiças que impendem sobre os militares».

A carta, para além de criticar o facto de os descontos para a ADM serem efectuados «sobre o total de 14 remunerações e não 12», chama também a atenção,  entre outros aspectos, para os sistemas Remuneratório e de Avaliação de Mérito dos Militares, considerados «completamente» desadequados.

Por fim, a AOFA reafirma a sua pretensão de ser recebida pelo PR, e não apenas pela Casa Militar, o que não deverá acontecer ainda desta vez.

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