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Governo dá mais a PPP do que a 13 mil quilómetros de estrada e 2 mil de ferrovia

O Governo prevê gastar, no próximo ano, mais nas parcerias público-privado de transportes do que em toda a rede rodoviária e ferroviária nacional que está sob gestão pública.

Na última greve de 12 de Março, só circularam os comboios previstos nos serviços mínimos
O Governo prevê gastar mais 156 milhões de euros com as PPP dos transportes do que através da CP e da Infraestruturas de PortugalCréditosMário Cruz/EPA / Agência LUSA

As parcerias público-privado (PPP) do sector rodoviário e ferroviário vão custar pouco mais de 2078 milhões de euros em 2019, de acordo com o relatório do Orçamento do Estado. A maior fatia corresponde às 20 PPP rodoviárias, mas naquele valor também se incluem as concessões ferroviárias da Fertagus (entre Lisboa e Setúbal) e do Metro Sul do Tejo.

Já a soma das verbas previstas para a ferrovia e para a rede rodoviária nacional fica em 1922 milhões de euros, onde se inclui a CP e a Infraestruturas de Portugal (IP), que resultou da fusão entre a Refer e a Estradas de Portugal.

A IP tem 13 664 quilómetros de estradas sob gestão directa, enquanto a rede concessionada e subconcessionada (em regime de PPP) é de apenas 4210 quilómetros. A rede ferroviária gerida pela IP corresponde a 2562 quilómetros de linha, 64% da qual electrificada e servida por mais de 500 estações.

Segundo os dados das próprias empresas, a Fertagus transporta 20 milhões de passageiros por ano, número que na CP ultrapassa os 120 milhões.

PS, PSD, CDS-PP e PAN chumbaram hoje, na Assembleia da República, um projecto de resolução apresentado pelo PCP, recomendando que o Governo aproveite o fim do contrato de concessão da Fertagus para recuperar a linha ferroviária entre Lisboa e Setúbal para a empresa pública, a CP.

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