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Ensino à distância foi «emergência» e agravou desigualdades

Concordando com a necessidade de regresso ao ensino presencial, a CGTP-IN expressa, contudo, preocupação pelas condições em que tal está a acontecer, considerando que o Governo não fez o que devia.

CréditosJosé Coelho / Lusa

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a CGTP-IN sublinha a premência da retoma generalizada do ensino presencial nas escolas públicas.

«Em Março passado foi necessário optar pelo ensino à distância, mas é sabido que essa foi uma solução de emergência», afirma a Intersindical, lembrando que este modelo «agravou desigualdades», «prejudicou aprendizagens» e «contribuiu para desestabilizar a vida de inúmeros trabalhadores e suas famílias».

A «preocupação» da retoma que agora tem lugar prende-se com as condições em que está a acontecer, uma vez que o Governo «não fez o que devia», porque isso implicaria a mobilização de verbas para o efeito.

Para a CGTP-IN, não estão a ser adoptadas medidas suficientes quanto ao necessário reforço de trabalhadores docentes e não docentes nas escolas. Assim, foi contornada a redução da dimensão das turmas, medida que seria fundamental para aplicar as normas de distanciamento físico que as próprias autoridades de saúde determinam para fora das escolas.

A central sindical lembra ainda que não estão previstos programas de testagem nas comunidades escolares, tendo sido deixado à aleatoriedade de decisões municipais, e que subsistem impedimentos a adaptações de horários de funcionamento que contribuiriam para minimizar riscos.

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