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Correia de Campos reconhece que salário mínimo ficou aquém do que era possível

Corroborando as posições das centrais sindicais, designadamente da CGTP-IN, que lutou pelos 650 euros em 2019, o presidente do CES reconhece que se poderia ter ido mais longe no aumento do salário mínimo.  

Correia de Campos
Correia de CamposCréditosTiago Petinga / Agência Lusa

Numa carta a que a Lusa teve acesso e que deverá chegar esta segunda-feira às confederações patronais e centrais sindicais, o presidente do Conselho Económico e Social (CES), Correia de Campos, reconhece que o aumento do salário mínimo nacional, de 580 euros em 2018 para 600 euros em 2019 ficou aquém do que seria desejável.

O antigo ministro da Saúde admite que a discussão salarial tem sido insuficiente, defendendo que teria sido possível ir mais longe no salário mínimo nacional.

Igualmente «modesta», defende Correia de Campos, é a evolução real dos salários, «apesar da ligeira retoma nominal dos salários em 2017». 

O presidente do CES defende ainda que «teria sido possível ir mais longe na fixação a RMMG [Remuneração Mínima Mensal Garantida], como era proposto pelas associações sindicais».

Para Correia de Campos, «uma subida maior da RMMG teria o efeito de fazer subir todos os salários que se aproximam do valor mínimo garantido, sem reduzir o emprego, como ficou demonstrado nos anos recentes».


Com Agência Lusa

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