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Expansão do Metro para Loures aprovada sem votos contra

O PS ficou isolado na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, tendo sido o único partido a abster-se no estudo da expansão prioritária do Metro para Loures e na suspensão da linha circular. 

Segundo os peticionários, o Metro deixará de ser «uma opção atractiva» para os 18,7 milhões de entradas e saídas de passageiros que se registaram em 2017 nas estações da linha Amarela a norte do Campo Grande
O documento identifica a necessidade de contratar os trabalhadores em falta para o bom funcionamento do MetroCréditos

O documento votado na tarde desta quarta-feira resulta dos projectos de resolução do PEV, PCP, PSD e BE, sendo esta a ordem cronológica da sua entrada no Parlamento. Nele se recomenda ao Governo um «efectivo investimento no Metropolitano de Lisboa e um plano de expansão que sirva verdadeiramente as populações, com a suspensão do projecto de expansão da Linha Circular».  

Os parlamentares reivindicam que a elaboração do plano de expansão constitua um processo «democrático, participado e amplamente debatido», em particular pela Área Metropolitana de Lisboa (AML) e pelas autarquias, estabelecendo previamente um conjunto de medidas, a começar pela suspensão da construção da linha circular do Metro.

Tal como ficou patente no debate do passado dia 5 de Julho, na Assembleia da República, o investimento de mais de 200 milhões de euros no projecto de linha circular apresentado pelo Governo, além de servir apenas fins turísticos, mexe com questões geológicas, ameaça o alargamento a zonas onde o Metro ainda não chega e não serve a população de Lisboa. 

No documento, cuja votação final global acontece esta sexta-feira, recomenda-se ao Metropolitano de Lisboa a realização dos estudos técnicos e económicos necessários com vista à sua «expansão prioritária para o concelho de Loures». Além destes, os deputados concluem sobre a necessidade de se efectuar um estudo técnico e de viabilidade económica, com vista a uma avaliação comparativa entre a expansão do Metro até Alcântara e a linha circular, a par de um estudo global de mobilidade na AML.

Para a concretização destas medidas, a resolução identifica um conjunto de opções que devem ser tomadas, encabeçadas pela contratação «urgente» dos trabalhadores em falta para um bom funcionamento do metropolitano e, entre outras, a reposição dos materiais necessários à manutenção e reparação, tanto do material circulante como dos equipamentos. 

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