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«Aqui tem de haver Metro». Loures leva exigência ao primeiro-ministro

A Câmara de Loures promove uma iniciativa na segunda-feira com empresários, agentes associativos e personalidades locais, seguida de deslocação à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa. 

Para os peticionários, o Metro deixará de ser «uma opção atractiva» para os 18,7 milhões de entradas e saídas de passageiros que se registaram em 2017 nas estações da linha Amarela a norte do Campo Grande
Créditos / yelp

O encontro marcado para as 9h, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, visa, mais uma vez, reivindicar a extensão da rede de Metropolitano no concelho de Loures. 

A Câmara Municipal de Loures informa numa nota à imprensa que, depois de um «pequeno-almoço com empresários, eleitos autárquicos, agentes associativos e demais personalidades locais», está prevista uma deslocação conjunta à residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, a quem pretendem entregar uma missiva.

O transporte individual representa 52% das deslocações quotidianas entre os concelhos de Loures e de Lisboa. O Município lembra, por outro lado, que «no plano de expansão do Metro, de 2009, divulgado pelo Governo para o período de 2010/2020, estava previsto, no traçado da obra de extensão da Linha Amarela a Odivelas, a expansão para Loures», estando igualmente prevista, no traçado da obra de extensão da Linha Vermelha até ao aeroporto, a expansão para a Portela e Sacavém.

«Estima-se que a expansão do Metropolitano no concelho [de Loures] permitiria servir uma população superior a 135 mil residentes, podendo, pela via pedonal, a partir do seu domicílio, abranger cerca de 39 mil residentes, com evolução potencial para cerca de 48 500», lê-se na nota.  

A autarquia esclarece, entretanto, que no plano da mobilidade, «nomeadamente nas questões de trânsito e de estacionamento», as vantagens para outros concelhos são também «enormes e evidentes». «Seja a Norte e a Oeste, de onde diariamente se deslocam para Lisboa, atravessando Loures, dezenas de milhares de pessoas provenientes de Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras, Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira, seja nos casos de Lisboa e Odivelas», aclara. 

Perante a necessidade, concretizada no facto de Loures ser o único concelho limítrofe da capital que «não tem nenhuma alternativa eficiente e acessível de transporte em carril», o Município recorda a petição que em 2017 deu entrada no Parlamento, tal como o facto de o estudo de expansão do Metro para Loures ter sido aprovado sem votos contra, em Julho do ano passado. 

Para reforçar a reivindicação

«Como ainda não se concretizou qualquer desenvolvimento, a Câmara Municipal de Loures vai organizar mais esta iniciativa, que visa reforçar a reivindicação da extensão da rede de Metropolitano no concelho», frisa.

O protesto de segunda-feira surge depois de a suspensão do projecto de construção da linha circular do Metro de Lisboa ter sido aprovada no Parlamento, na sequência de propostas do PCP e do PAN, durante a votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2020. 

A proposta do PCP, que defende que seja dada prioridade à extensão da rede metropolitana até Loures, bem como para Alcântara e zona ocidental de Lisboa, foi aprovada com votos a favor do PSD, BE, PCP, CDS, PAN e Chega, a abstenção da Iniciativa Liberal e o voto contra do PS.

Na sequência da votação, o presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, sublinhou que o importante, agora, «é que haja uma decisão» e se «iniciem os projectos técnicos para que se possa beneficiar do próximo quadro comunitário». 

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