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Alunos do Seixal marcharam pela retirada urgente do amianto

Organizada pelo Agrupamento de Escolas António Augusto Louro, a marcha de alunos, pais e professores teve o intuito de alertar o Ministério da Educação para a urgência de substituir os telheiros em amianto. 

O protesto foi participado por cerca de 400 alunos, a que se juntaram professores e encarregados de educação
O protesto foi participado por cerca de 400 alunos, a que se juntaram professores e encarregados de educaçãoCréditos

Na Escola Básica Dr. António Augusto Louro, na Arrentela, infra-estrutura da responsabilidade do Ministério da Educação, com cerca de 800 alunos, há telheiros degradados com cobertura em amianto. Numa nota enviada aos encarregados de educação, a que o AbrilAbril teve acesso, o agrupamento diz mesmo que a escola está em «perigo». 

«Estamos em luta para que os telheiros em amianto sejam retirados», lê-se no documento, sublinhando que este «grave problema de saúde pública e ambiental [...] viola os mais básicos direitos», tanto das crianças como dos trabalhadores das escolas. Desde logo, alerta o agrupamento, infringe o direito a estudar e a trabalhar num local seguro para a saúde.

Na manifestação desta manhã, em que participaram cerca de 600 pessoas, professores e encarregados de educação exigiram uma solução «imediata» por parte da tutela, sublinhando que a escola não pode ser «um local de aquisição de doenças mortais». 

A luta vai continuar

Prevê-se que no início de Novembro, e em resultado de um abaixo-assinado, alguém do Governo faça uma visita à escola. Entretanto, está já na calha uma nova acção de luta da comunidade educativa pela remoção dos telheiros. 

Abordados junto ao portão da escola, esta manhã, pela vereadora da Educação da Câmara Municipal do Seixal, Maria João Macau, e pelo presidente da União de Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, António Santos, dois membros da direcção da União de Pais da Escola Básica Dr. António Augusto Louro (UPPAL) afiançaram que a luta só vai parar «quando isto se resolver». 

Um assunto «muito preocupante» 

Quem também participou no protesto desta manhã foi Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, para quem «este é um assunto muito preocupante». 

O edil frisa que o Município tem vindo a alertar o Ministério da Educação e a solicitar uma resposta urgente para este problema, «mas até ao momento nada avançou». Adianta que, nos estabelecimentos onde o Município pode intervir, «está em curso um investimento de cerca de seis milhões de euros na manutenção, requalificação e ampliação em 16 escolas do 1.º ciclo».

Quanto ao parque escolar do 2.º e 3.º ciclos e secundário, da responsabilidade do Ministério da Educação, Joaquim Santos confirma que não existem quaisquer intervenções de requalificação.

Por outro lado, esclarece, «permanecem por construir vários novos equipamentos, propostos em Carta Educativa, com terrenos cedidos pela autarquia e identificados como necessários», mas que o Ministério da Educação «tarda em concretizar».

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