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Venezuela: unidades militares em «alerta máximo»

O presidente Nicolás Maduro alertou para a possibilidade de a oposição atacar unidades militares. Treze oficiais foram expulsos das Forças Armadas por traição à Pátria.

Na Base Aérea General Rafael Urdaneta, no estado de Zulia, Nicolás Maduro defendeu o papel da FANB, denunciou as pretensões golpistas norte-americanas e reiterou a aposta no diálogo
Na Base Aérea General Rafael Urdaneta, no estado de Zulia, Nicolás Maduro defendeu o papel da FANB, denunciou as pretensões golpistas norte-americanas e reiterou a aposta no diálogoCréditos / El Periódico de Monagas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro afirmou conhecer os «planos criminosos» da oposição para atacar unidades militares e alertou estas e a população para a necessidade de estarem em «alerta máximo» nos próximos dias, refere La Iguana TV.

«Sei dos planos [da oposição] para atacar unidades militares», afirmou Maduro ao telefone, para com o programa televisivo Con el Mazo Dando, um dos mais populares «shows» políticos da televisão venezuelana, apelando à população para que também se mantenha vigilante.

O presidente venezuelano criticou a actual oposição venezuelana por estar nas mãos de «um núcleo com uma visão tão criminosa, tão assassina, tão falha de ética» e, quanto aos ataques movidos contra a Venezuela, considerou que esta vive a realidade da «primeira guerra de dimensões não-convencionais, com ataques aos serviços públicos para impor uma mudança de regime.

Oficiais traidores expulsos

O presidente Nicolás Maduro promulgou um decreto pelo qual são expulsos 13 oficiais das Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela (FABV) por não reconhecerem as autoridades legalmente constituídas e incorrerem no delito de traição à Pátria, noticia hoje a Lusa.

No texto do documento, citado por aquela agência, lê-se que os oficiais expulsos pretenderam, através de «actos hostis, meios violentos, e não reconhecendo as autoridades legalmente constituídas, mudar a forma republicana da nação, pondo em risco a independência, soberania e integridade do território».

Os actos pelos quais aqueles oficiais respondem constituem «uma manifesta agressão ao povo como representante directo da soberania nacional, atentando contra os valores superiores da ordenança legal e contra os pilares fundamentais da Instituição Armada», constituindo-se, assim, «em actos de traição à Pátria».

A degradação, explica-se no texto, tem em consideração que os oficiais «violaram, com o seu comportamento, os valores e princípios que representam a instituição militar, os preceitos sociais e o decoro da profissão».

Entre os oficiais expulsos estão o major-general Hugo Carvajal e o general de divisão Carlos Rotondaro. Ambos os militares se encontravam, até 2018, numa lista de personalidades venezuelanas submetidas a sanções pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Os EUA prometeram amnistiar e retirar da lista de sanções os militares e personalidades venezuelanos que retirassem o seu apoio ao presidente eleito da República Bolivariana, Nicolás Maduro, e o transferissem para o autodenominado «presidente interino», Juan Guaidó.

Carvajal e Rotondaro cumpriram essas condições em Fevereiro passado, o primeiro instando os militares venezuelanos a rebelarem-se contra o governo legítimo e o segundo manifestando apoio ao autoproclamado presidente interino.

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