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UE deve manter compromissos com trabalhadores das instituições

Numa carta enviada ao Parlamento Europeu e à Comissão Europeia, deputados alertam para as limitações impostas aos direitos dos trabalhadores das instituições europeias.

CréditosPatrick Seeger / EPA

Na carta, que partiu da iniciativa dos dois deputados do PCP no Parlamento Europeu, João Ferreira e Sandra Pereira, e que foi subscrita por 30 eurodeputados de diversos grupos políticos, pede-se o pagamento a 100% do salário dos funcionários e a revogação da suspensão dos contratos de trabalho, considerando que a União Europeia deve dar o exemplo «na protecção dos trabalhadores».

Sublinha-se ainda na missiva enviada ao presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, e à presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, «não existir outra solução justa que não seja o pagamento integral dos salários dos funcionários e o respeito pelos compromissos que já haviam sido assumidos com todos os trabalhadores subcontratados» antes do surto da Covid-19.

Consideram, assim, que é «incompreensível» a decisão das instituições europeias de colocar trabalhadores da limpeza, bares, restaurantes, cantinas e segurança em regime de lay-off, e que no caso dos intérpretes auxiliares de conferências (que trabalham em regime de freelancers), «o cancelamento dos serviços resulta da eliminação de perspectivas de trabalho e rendimentos, o que agrava a sua situação já precária».

«O surto não pode ser desculpa para atacar os trabalhadores, os seus direitos e as suas condições laborais, nem nas instituições europeias nem em qualquer outro local de trabalho», indicam.

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