|Reino Unido

Trabalhadores dos correios britânicos em vaga de greves até ao Natal

Mais de 100 mil trabalhadores dos Royal Mail estão em greve, a nível nacional, por melhores salários. Uma grande manifestação em frente ao Parlamento marcou o início da luta.

Milhares de trabalhadores dos correios, representando mais de 100 mil grevistas nos Royal Mail, concentraram-se em frente ao Parlamento britânico para reforçar a sua exigência de melhores salários. Londres, 9 de Dezembro de 2022
Milhares de trabalhadores dos correios, representando mais de 100 mil grevistas nos Royal Mail, concentraram-se em frente ao Parlamento britânico para reforçar a sua exigência de melhores salários. Londres, 9 de Dezembro de 2022CréditosANDY RAIN / EPA

O Sindicato dos Trabalhadores das Comunicações (Communications Workers Union/CWU) anunciou para os dias 9, 11, 14, 15, 23 e 24 de Dezembro uma greve nacional dos trabalhadores postais por melhores salários e condições de trabalho, que se espera venha a causar disfunções na distribuição de correios neste período.

A convocação da luta decorre do falhanço das negociações com a administração dos Royal Mail por um aumento salarial que reponha as condições de vida perdidas pelos trabalhadores em 2022.

Para marcar o início da greve o CWU realizou um comício em Wetsminster, em frente ao Parlamento britânico, que reuniu cerca de 17 mil participantes e se tornou a maior manifestação de sempre de trabalhadores dos serviços postais no Reino Unido, segundo a PressTV.

O secretário-geral da CWU, Dave Ward, acusou os patrões de arriscarem «um colapso no Natal devido à sua intransigente recusa em tratar os seus empregados com respeito» e lembrou que os trabalhadores dos correios «sabem o seu valor».

A disputa entre os trabalhadores e os Royal Mail começou no Verão passado, quando a administração da empresa rejeitou uma proposta sindical de aumentos que acompanhasse a inflação no Reino Unido – que atinge 11,1% e se tornou a mais elevada no país, durante os últimos 40 anos.

Os sindicatos, por sua vez, rejeitaram a contraproposta patronal de 9% e partiram para a luta. Até 16 de Novembro, oito dias de greve custaram à empresa 100 milhões de libras, segundo a administração.

A empresa, que este ano reportou uma perda de 219 milhões de libras entre Maio e Setembro, registou um lucro de 235 milhões de libras no ano anterior, no mesmo período.

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui