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Soldados israelitas dispararam sobre um adolescente palestiniano algemado e vendado

Em Belém, os soldados feriram com gravidade um jovem palestiniano detido, apesar de estar vendado e algemado. Em Hebron, um escola escola primária voltou a ser atacada pelas forças israelitas.

Apesar de vendado e algemado, o estudante palestiniano foi atingido com gravidade numa perna
Apesar de vendado e algemado, o estudante palestiniano foi atingido com gravidade numa perna CréditosMohammad Hmeid / Twitter

Um adolescente palestiniano, detido por soldados israelitas por suspeita de arremesso de pedras, foi atingido por um disparo à queima-roupa quando tentava fugir, apesar de estar vendado e algemado, segundo informa o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM).

A situação teve lugar esta quinta-feira perto da aldeia de Tuqu, no distrito palestiniano de Belém (Cisjordânia ocupada), na sequência de confrontos entre estudantes palestinianos, que haviam participado num funeral de uma professora abalroada pela viatura de um colono israelita, e as forças israelitas, que usaram fogo real, balas revestidas de borracha e bombas de gás lacrimogéneo, de acordo com fontes locais referidas pela agência Ma'an.

As mesmas fontes acrescentam que o jovem, de 15 anos, foi mantido no local mesmo depois de ter sido ferido a tiro com gravidade numa perna e que os soldados israelitas impediram os habitantes de Tuqu e o pessoal médico de o ajudarem. No entanto, após confrontos entre os soldados israelitas e os palestinianos, estes conseguiram evacuar o ferido, que foi levado para um centro hospitalar perto de Belém.

A professora palestiniana em cujo cortejo fúnebre os jovens haviam participado era Fatima Suleiman, de 42 anos. De acordo com a Ma'an, morreu à saída de Tuqu, depois de ser atropelada por um colono israelita, que se pôs de imediato em fuga.

Novo ataque a escola palestiniana em Hebron

Alunos, professores e pessoal auxiliar sofreram efeitos de sufocação devido à inalação de gás lacrimogéneo, depois de as forças israelitas terem atacado, este domingo, a sua escola na cidade de Hebron, no Sul da Cisjordânia ocupada.

Fontes locais disseram à Ma'an que a Escola Primária de Hebron foi cercada pelas forças israelitas, que disparam intensamente bombas de gás lacrimogéneo em direcção aos estudantes e professores que se dirigiam para o estabelecimento de ensino.

As mesmas fontes revelaram que muitos estudantes fugiram com medo, enquanto outros receberam tratamento de primeiros socorros no local.

A escola atacada este domingo é uma das nove escolas palestinianas localizadas na área H2 de Hebron. Esta zona, controlada por Israel, abrange a maior parte da Cidade Velha e é ali que perto de 800 colonos israelitas vivem rodeados por mais de 30 mil palestinianos.

Na cidade de Hebron, sucedem-se os ataques aos estudantes palestinianos por parte de soldados e colonos israelitas. No que respeita à Margem Ocidental ocupada, só em 2018 as Nações Unidas registaram 111 ataques das forças israelitas a escolas ali localizadas, afectando mais de 19 mil crianças. A grande maioria dos casos ocorreu nos últimos quatro meses do ano passado.

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