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Síria continua a resistir à distorção informativa ocidental

A assessora política e de imprensa da Presidência síria destacou a importância de resistir às imagens distorcidas promovidas pela imprensa ocidental, e de mostrar o que se passa na região ao mundo.

Soldado sírio após a libertação de Alepo, no final de 2016, após mais de quatro anos de ocupação por forças terroristas
Soldado sírio após a libertação de Alepo, no final de 2016, após mais de quatro anos de ocupação por forças terroristasCréditos

Intervindo no seminário «A Propaganda das Guerras», que decorreu esta quarta-feira na Biblioteca Nacional al-Assad, em Damasco, Bothaina Shaaban afirmou que os órgãos de comunicação social nacionais e a «imprensa de resistência» conseguiram romper o bloqueio mediático imposto à Síria, bem como o repúdio, tantas vezes expresso por aqueles órgãos, em entrevistar funcionários governamentais sírios, indica a agência SANA.

No seminário, organizado pelo Ministério sírio da Cultura, a conselheira política e mediática de Bashar al-Assad frisou que a Administração norte-americana se apercebeu da importância do papel dos meios de comunicação nas operações militares desde a guerra do Vietname e, em guerras subsequentes, procurou mobilizar sistemas mediáticos completos para promover os seus planos militares, tal como aconteceu na agressão ao Iraque em 2003.

Abordando as dimensões da guerra mediática movida contra a Síria, a assessora presidencial acrescentou que, «desde os primeiros dias da guerra, foram retirados do país os embaixadores ocidentais e os correspondentes das agências noticiosas, e foram encerrados os escritórios dos órgãos de comunicação, tendo sido substituídos por pessoas a quem se deu o falso nome "testemunhas", que não cumpriram com a ética profissional».

«O propósito subjacente a tudo isso foi o de demonizar as instituições sírias e o de justificar uma agressão externa contra o país», denunciou.

Para Bothaina Shaaban, «a guerra contra a Síria refutou aquilo que os media ocidentais promovem sobre si mesmos no que respeita a credibilidade e objectividade, bem como as alegações de liberdade e neutralidade».

O investigador e escritor australiano Tim Anderson – autor da obra Dirty War on Syria [A Guerra Suja contra a Síria] – sublinhou que a propaganda mediática fez parte da guerra contra sete países na região, incluindo a Síria.

Anderson afirmou que a «imprensa colonial» trabalha no sentido de tornar a guerra num facto normal e num estado natural das coisas dentro do mundo da política, procurando passar a imagem de que a intervenção é levada a cabo com propósitos humanitários.

Mas o que está em causa, observou, é esmagar estados que põem em causa esse projecto colonial e procuram defender a sua soberania.

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