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Síria condena concessões e acordos com Israel, em prejuízo da Palestina

A diplomacia síria sublinhou a rejeição de quaisquer acordos ou tratados com o «inimigo israelita», uma vez que isso é prejudicial aos interesses dos árabes em geral e da causa palestiniana em particular.

Bandeiras palestinianas e sírias penduradas nas ruas da Cidade Velha de Damasco (Novembro de 2008)
Bandeiras palestinianas e sírias penduradas nas ruas da Cidade Velha de Damasco (Novembro de 2008) Créditos / AbrilAbril

Uma fonte oficial do Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros, citada pela agência SANA, disse esta quinta-feira que Damasco seguiu uma política coerente e assente em princípios, ao longo do conflito israelo-árabe, e repudiou quaisquer tentativas de atacar os direitos dos palestinianos e de expropriar as suas terras.

«Reiterando o seu firme posicionamento, baseado na ligação à terra e aos direitos, e rejeitando as concessões e os acordos individuais, quaisquer que sejam as suas formas ou conteúdos, a Síria sublinha que sempre esteve contra qualquer acordo ou tratado com o inimigo israelita, com base na firme convicção de que prejudicam os árabes em geral e a causa palestiniana em particular», referiu a fonte.

Acrescentou que experiências anteriores mostraram bem que a normalização e a assinatura de acordos com o regime sionista «apenas incrementaram a sua arrogância e obstinação», tendo enfraquecido e dividido os árabes.

Ao longo das décadas de conflito israelo-árabe, a República Árabe da Síria – insistiu – manteve-se firme na «abordagem invariável de rejeição a qualquer tentativa de renúncia de direitos, de profanação da terra e de consagração de políticas de facto».

«A guerra da Síria contra o terrorismo e todas as consequências que sofreu até hoje só cimentaram o compromisso do país com os seus princípios no que respeita à rejeição da normalização e à busca de uma paz justa e integral», que restaure os direitos usurpados aos povos árabes e, especialmente, ao povo palestiniano, «de acordo com o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas», revela a SANA.

Estas declarações surgem na sequência dos acordos de normalização firmados pelos Emirados Árabes Unidos e o Bahrain com Telavive no mês passado, sob os auspícios da Casa Branca.

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