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Resgatados com vida oito militares venezuelanos sequestrados

O ministro da Defesa de Venezuela, Vladimir Padrino, anunciou que os oito militares sequestrados por grupos irregulares colombianos foram resgatados no âmbito de uma operação da FANB.

Imagem dos militares à chegada ao hospital do Fuerte Tiuna, em Caracas 
Imagem dos militares à chegada ao hospital do Fuerte Tiuna, em Caracas Créditos / @madeleintlSUR

Na madrugada desta terça-feira, o titular da pasta da Defesa escreveu uma mensagem no Twitter a dar conta do regresso dos oficiais, «acompanhados por um excelente grupo de médicos militares».

«Prestamos atenção aos corajosos patriotas que, encontrando-se sequestrados por grupos criminosos colombianos, hoje foram resgatados no estado de Apure. Nada nos detém», acrescentou.

Num comunicado, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) explicou que a operação «Águia Centenária» tinha permitido concretizar o resgaste dos oito militares, que haviam sido capturados no início do mês de Maio na região fronteiriça de Apure, durante uma incursão de paramilitares colombianos.

A FANB lembrou que vinha realizando «ingentes esforços para lograr a recuperação» dos oito militares, que levou a cabo negociações em que participaram a Cruz Vermelha Internacional e outros mediadores, cuja intervenção agradeceu, e revelou que há outros dois militares desaparecidos, cujas buscas prosseguem.

A jornalista da TeleSur Madelein García informou na sua conta de Twitter que os oito militares venezuelanos foram recuperados com vida de uma zona próxima de Victoria, no estado de Apure.

Dali foram levados para a base Buenaventura Vivas, no estado de Táchira, também junto à fronteira com a Colômbia. Só depois, precisou a jornalista, foram transferidos para Caracas, onde foram recebidos pelo ministro da Defesa e lhes foram realizados exames médicos rigorosos.

No comunicado, a FANB repudia «energicamente as manipulações mediáticas e jornalísticas de opinadores de ofício que quiseram politizar a violência encarnada pelas facções terroristas na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, e especificamente numa situação tão lamentável como esta».

Afirma igualmente que, por instrução do presidente da República, Nicolás Maduro, continuará «a combater as organizações criminosas que pretendam utilizar o sagrado território nacional para executar crimes transnacionais que afectem a paz, o desenvolvimento e a estabilidade do país».

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