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Diplomacia venezuelana empenhada na libertação de militares sequestrados

Jorge Arreaza anunciou que o seu Ministério está a trabalhar em coordenação com a Cruz Vermelha para conseguir a libertação dos soldados sequestrados por grupos irregulares colombianos.

Elementos da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) continuam a fazer frente a grupos armados colombianos no estado fronteiriço de Apure 
Elementos da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) continuam a fazer frente a grupos armados colombianos no estado fronteiriço de Apure Créditos / mazo4f.com

«Avançámos com a coordenação com a Cruz Vermelha, a quem agradecemos pelo seu profissionalismo e rigor, para criar em conjunto as condições necessárias para a libertação segura e rápida dos nossos valentes soldados», escreveu ontem o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros na sua Twitter.

Na véspera, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, denunciou à comunidade internacional, a organismos multilaterais e a organizações de defesa dos direitos humanos o sequestro de oito oficiais da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) por grupos irregulares armados colombianos no estado de Apure, junto à fronteira com a Colômbia, tendo exigido aos seus captores que preservem as suas vidas e a sua integridade física.

Num comunicado lido pelo general e ministro, enquadra-se esta situação na operação «Escudo Bolivariano 2021», que a FANB tem vindo a levar a cabo, no estado de Apure, «contra grupos irregulares armados colombianos, organizações terroristas dedicadas ao narcotráfico, ao sequestro e à extorsão, entre outras actividades criminosas», noticia a VTV.

«Estas facções utilizam métodos assassinos e cobardes, como as minas anti-pessoais e cargas explosivas, que causaram a morte de efectivos militares e provocaram graves ferimentos a outros, mutilações de membros e incapacitação de carácter permanente», refere o texto, acrescentando que, «nas acções de combate foram capturados oito militares, de quem, no passado dia 9 de Maio, recebemos prova de vida».

Tendo-se referido aos esforços desenvolvidos pela diplomacia do país para conseguir a sua libertação, em coordenação com a Cruz Vermelha Internacional, Padrino disse ser «importante recordar que esta estrutura criminosa se vale da inacção e aquiescência do governo colombiano para levar a cabo os seus crimes transnacionais».

O alto comandante reafirmou o compromisso da FANB em garantir a integridade da soberania nacional e manifestou a solidariedade das Forças Armadas e o apoio incondicional aos familiares dos camaradas de armas que «honram o sagrado juramento de defender a pátria».

Também o Comandante Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana (Ceofanb), Remigio Ceballos, exigiu a libertação imediata dos soldados que «foram sequestrados por grupos irregulares que pretendiam violar a nossa soberania e integridade territorial».

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