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Autoridades venezuelanas desmontam «mentiras» da Colômbia contra o país

Se o ministro dos Negócios Estrangeiros informou o corpo diplomático da ofensiva de Bogotá contra a Venezuela, o ministro da Comunicação desmentiu «falsificações» publicadas este fim-de-semana.

O ministro venzuelano da Comunicação denunciou a preparação de «uma agressão armada» contra o seu país por parte da «oligarquia colombiana»
O ministro venzuelano da Comunicação denunciou a preparação de «uma agressão armada» contra o seu país por parte da «oligarquia colombiana» Créditos / VTV

Numa reunião na Casa Amarela (sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros) com o corpo diplomático acreditado na Venezuela, o titular da pasta, Jorge Arreaza, afirmou que o presidente da Colômbia, Iván Duque, protege os dirigentes da direita venezuelana, «cujas intenções são dar apoio a acções terroristas», revela a Prensa Latina.

O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros disse ainda, esta segunda-feira, que a Venezuela possui provas e documentos da agressão preparada pelo actual executivo de Duque e por Álvaro Uribe – ex-presidente da Colômbia nos períodos 2002-2006 e 2006-2010 – contra o país caribenho, recorrendo a «falsos positivos».

«A Venezuela levará todos os dados, provas e informações sobre as acções terroristas, além da agressão bélica promovida a partir da Colômbia, à Organização das Nações Unidas», sublinhou o diplomata, citado pela agência cubana, tendo ainda destacado a disposição do governo venezuelano para evitar uma guerra em território colombiano e apostar na paz.

Jorge Rodríguez desmonta «mentira» publicada na Colômbia

Também esta segunda-feira, o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, deu uma conferência de imprensa no Palácio de Miraflores (sede do governo, em Caracas) em que desmontou as acusações publicadas na revista colombiana Semana relativas à presença na Venezuela de guerrilheiros do país vizinho.

«A publicação da revista Semana está recheada de mentiras sobre o funcionamento do Estado venezuelano», afirmou Jorge Rodríguez ao pôr em causa o artigo publicado este fim-de-semana, cuja responsabilidade intelectual atribuiu ao ex-presidente Álvaro Uribe.

Rodríguez disse que «o suposto documento retirado aos serviços de inteligência venezuelanos não utilizam a terminologia institucional» venezuelana. «O fake da revista Semana está muito mal fabricado», frisou.

«Põem um escudo onde não deve estar, põem um carimbo onde não há, com uma tipografia que não é utilizada... É uma terminologia que não bate certo...», afirmou, ao mesmo tempo que mostrou como os documentos venezuelanos são emitidos, indica a TeleSur.

Referindo-se a uma parte do artigo em que a Venezuela é qualificada como um «vizinho problemático», Jorge Rodríguez recordou que a Colômbia é um país onde existe um conflito armado há mais de 50 anos e que actualmente é o «maior produtor de drogas do mundo».

Afirmando que o governo da Colômbia acolhe cabecilhas de grupos terroristas venezuelanos, golpistas e outros foragidos à Justiça venezuelana, como Julio Borges, o ministro venezuelano da Comunicação lembrou ainda que na Colômbia há mais de sete milhões de deslocados, existem sete bases militares norte-americanas e que mais de 670 dirigentes sociais foram assassinados desde a assinatura do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP).

Neste sentido, Rodríguez perguntou: «Quem é o vizinho problemático?», tendo ainda lembrado que o seu país recebeu mais de dez milhões de colombianos.

Com a publicação deste artigo, pretende-se justificar a inclusão da Venezuela, por parte dos Estados Unidos, na lista de países que apoiam o terrorismo, destacou Rodríguez.

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