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Protesto contra o FMI e as medidas neoliberais do governo equatoriano

Em Quito e noutras cidades, trabalhadores, estudantes, desempregados e representantes de várias organizações sociais uniram-se esta quinta-feira para dizer «não» aos acordos do governo com o FMI.

Créditos / nodal.am

Além de exigirem o fim dos pactos celebrados por Lenín Moreno com o Fundo Monetário Internacional (FMI), por colocarem o país em situação de dependência e agravarem as condições de vida dos trabalhadores, os manifestantes centraram as suas críticas na política económica do governo.

As marchas, previstas para 17 das 24 províncias do país sul-americano, foram convocadas pela Frente Unitária dos Trabalhadores (FUT), com o apoio de várias outras organizações, como a Federação dos Estudantes Universitários do Equador (FEUE), que reafirmaram as críticas aos cortes orçamentais no ensino superior.

Ao convocar a jornada de protesto, o presidente da FUT, Mesías Tatamuez, sublinhou que os trabalhadores vinham para as ruas defender os que estão no desemprego e exigir ao governo que respeite os direitos dos trabalhadores, o fim dos despedimentos, melhores salários e as verbas necessárias para os sectores da Saúde e da Educação, indica a TeleSur.

A FUT também reiterou a sua clara oposição à chamada Lei de Apoio Humanitário, que entrou em vigor em Junho último. O dirigente sindical Edwin Bedoya afirmou que essa lei, «promovida pelo executivo para alegadamente fazer frente à crise gerada pela Covid-19, precariza a situação laboral, permite o despedimento imediato, não respeitando os direitos dos trabalhadores, e não cria emprego».

«Não dialogamos com quem mata à fome o povo equatoriano»

Por seu lado, Nelson Erazo, presidente da Frente Unida, sublinhou que «aquilo que o povo equatoriano pede é a adopção de medidas que melhorem a qualidade de vida, e não medidas que geram mais desemprego e miséria» no país andino. Acrescentou que, neste momento, «não vamos dialogar com quem diz que vai resolver os problemas, mas mata à fome o povo equatoriano».

Participando na manifestação em Quito, tanto Tatamuez como Erazo criticaram o dispositivo de segurança criado pelas autoridades, que colocou nas ruas mais de 47 mil efectivos, além de barreiras e arame farpado em todos os acessos ao Palácio de Carondelet, sede da presidência da República, refere a Prensa Latina.

Na capital, a marcha partiu do Instituto Equatoriano de Segurança Social e dirigiu-se para a Praça Santo Domingo, na zona histórica, onde terminou com cânticos e palavras de ordem contra o neoliberalismo.

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