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Porque a saúde não é um negócio, governo de Petro apresenta reforma do sistema

«A saúde não pode ser um negócio, nem o paciente pode ser um cliente», afirmou Gustavo Petro a propósito da apresentação simbólica da reforma da Saúde, esta segunda-feira, em Bogotá.

Gustavo Petro depois de receber o projecto de reforma da saúde, em Bogotá, a 13 de Fevereiro de 2023 
Gustavo Petro depois de receber o projecto de reforma da saúde, em Bogotá, a 13 de Fevereiro de 2023 Créditos / @laurisarabia

Numa cerimónia simbólica na Casa de Nariño (sede da Presidência), o projecto de reforma da Saúde passou pelas mãos de profissionais do sector, indígenas, mulheres, afrodescendentes, agricultores, jovens, crianças e pessoas de várias regiões da Colômbia até chegar às mãos do presidente da República, Gustavo Petro.

O projecto de lei, designado «El Cambio hacia una Salud para la vida» (a mudança para uma saúde para a vida), consta de 152 artigos e rege-se pelo princípio da universalidade, sendo considerado uma das propostas mais importantes do executivo de Petro no quadro da política conhecida como Paz Total.

Depois de receber a proposta das mãos do povo e dos trabalhadores da Colômbia, Petro entregou a iniciativa à ministra da Saúde, Carolina Corcho, que, por sua vez, a deixou no Congresso – onde será debatida e pode ser alterada, antes de ser promulgada pelo presidente colombiano.

A iniciativa destaca que a saúde é um direito e não deve ser um privilégio ou um negócio e, segundo afirmou Petro, o seu objectivo não é a ganância mas o direito do ser humano a viver.

«Vamos transformar o sistema para cobrir todo o território, sem excepções, e incluir todos os cidadãos, sem que haja necessidade de terem um cartão de membro», disse o chefe de Estado, citado pela TeleSur.

@petrogustavo

«Aquilo que queremos é que uma médica possa ir a casa de uma família de camponeses, por mais distante que esteja», acrescentou.

Reivindicar o direito fundamental à saúde

Sobre o projecto de reforma da Saúde, que visa reforçar a prestação de cuidados de saúde primários, a prevenção e a universalidade, a ministra da Saúde, Carolina Corcho, disse que aquilo que se procura é «reivindicar o direito fundamental à saúde».

Segundo refere a TeleSur, com esta reforma, Petro procura tirar poder às Entidades Promotoras da Saúde (EPS), as actuais intermediárias entre os contribuintes e quem presta o serviço.

Para esta terça-feira foi agendada uma jornada nacional de mobilização em apoio às reformas do executivo de Gustavo Petro, em que participam partidos políticos, sindicatos e organizações sociais.

Francisco Maltés, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), afirmou que os delegados e trabalhadores filiados na organização sindical se vão concentrar em todas as capitais dos departamentos do país para apoiar as reformas progressistas do governo, «que interpretam as necessidades que os trabalhadores tiveram nos últimos 30 anos».

Também o Partido Comunista Colombiano convocou os seus militantes a participar nesta jornada, sob o lema «Activemo-nos em defesa da vida! Por um país mais justo. A minha bandeira é a mudança».

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